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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 88

A tarde caiu pesada sobre a fazenda. A chuva tinha dado uma trégua, mas o céu continuava encoberto, cinza e melancólico, como se refletisse o humor da casa. Desde a visita de Maurício pela manhã, Taylor não saiu do quarto. O silêncio dele começava a incomodar. Nem uma provocação, nem uma piada de mau gosto, nem o ranger de suas botas pelo corredor. Apenas portas fechadas e um vazio estranho, que parecia aumentar com o passar das horas.

Na cozinha, Amanda mexia o café pela segunda vez, claramente inquieta.

— Catarina, você sabe se o Taylor está bem? Faz horas que não vejo ele. — perguntou, com o tom carregado de uma preocupação mal disfarçada.

Catarina ergueu os olhos e disse:

— Deve estar ainda curtindo a ressaca. Depois de tanto que bebeu ontem, não me espanta que tenha sumido da vista.

Amanda franziu a testa, pensativa, mas não disse mais nada.

Lila, sentada à mesa, tentava parecer indiferente, mas a xícara parada entre seus dedos denunciava a tensão. Não aguentou mais. Levantou-se discretamente, fingindo que iria até o corredor pegar alguma coisa, e seguiu pelos corredores silenciosos até o quarto de Taylor.

Empurrou a porta devagar, e o coração disparou ao vê-lo. Taylor estava deitado de lado, o corpo se debatendo inquieto sob o lençol. O rosto corado demais, o suor escorrendo pela testa e a respiração pesada. Ele gemia baixo, como se lutasse contra algo invisível.

— Taylor! — Lila correu até a cama, sacudindo de leve seu ombro. — Ei, me escuta… o que está acontecendo?

Ele murmurou palavras desconexas, mas não abriu os olhos.

Assustada, Lila saiu em disparada pelo corredor.

— Maria! Vem rápido!

A governanta largou imediatamente o que fazia e entrou no quarto atrás dela. Tocou a testa de Taylor e suspirou com um ar experiente.

— Está queimando em febre. Deve ter sido a chuva, o desgaste e essa cabeça dura. — disse firme, mas preocupada.

— O que a gente faz? — Lila perguntou, aflita.

Maria ajeitou o lençol sobre o corpo dele.

— Eu vou preparar uma canja, é o que vai baixar essa febre e devolver força. Mas alguém precisa ficar com ele. — Olhou diretamente para Lila, que engoliu em seco. — Fique aqui. Não deixe ele sozinho.

Antes que Lila pudesse protestar, Maria já havia saído, apressada.

A jovem ficou imóvel por alguns segundos, olhando para Taylor inquieto na cama. Respirou fundo, reuniu coragem e, devagar, deitou-se ao lado dele. O colchão cedeu sob o peso leve dela, e o coração disparou ainda mais quando notou que ele vestia apenas um short fino de dormir. O corpo forte, exposto pelo lençol bagunçado, fazia o rosto dela arder de vergonha.

Taylor abriu os olhos devagar, turvos pelo delírio da febre. Quando a viu, um sorriso suave se formou em seus lábios rachados.

— Lila… — murmurou, com a voz rouca. — Você é uma onça braba… mas é a minha onça braba.

O rubor tomou conta das bochechas dela. Tentou responder com firmeza, mas a ternura venceu e um sorriso pequeno escapou.

— Você está delirando, cowboy…

Ele fechou os olhos outra vez, mas o sorriso permaneceu. No instante seguinte, virou-se para ela, aninhando-se em seu colo como uma criança perdida em busca de abrigo. Lila congelou no lugar, sentindo o peso morno da cabeça dele em suas pernas.

Os dedos dela hesitaram por alguns segundos no ar, antes de finalmente pousarem nos fios loiros, acariciando-os com cuidado. Passou a mão devagar pelos cabelos úmidos, afastando os fios da testa suada, em gestos cheios de ternura que nem ela mesma sabia que tinha.

Taylor suspirou baixo, como se, mesmo em febre, encontrasse paz naquele toque. Lila, olhando-o de cima, sentiu o coração apertar e, ao mesmo tempo, amolecer.

— Só por hoje… — murmurou baixinho, mais para si mesma do que para ele. — Só por hoje eu vou deixar você acreditar que eu sou sua.

Apenas o som da respiração pesada de Taylor preenchia o espaço. Lila continuava acariciando os fios loiros, tentando ignorar o calor que subia em seu rosto a cada vez que ele se aninhava mais em seu colo. O corpo dele queimava em febre, mas o peso da cabeça sobre suas pernas era surpreendentemente reconfortante.

De repente, Taylor abriu novamente os olhos. O azul deles, mesmo turvo pela febre, a prendeu de forma que ela não conseguiu se mover. Ele ergueu a mão devagar, trêmula, e tocou o rosto dela com a ponta dos dedos, como se quisesse ter certeza de que ela era real.

— Você… — murmurou, com a voz baixa e rouca — é linda.

Lila tentou responder com ironia, mas o coração falhou.

— Você não sabe nem o que está dizendo, Taylor.

Ele riu fraco, com os lábios ressecados se curvando num sorriso provocador.

— Sei sim. Sei muito bem.

Antes que ela pudesse recuar, ele se ergueu um pouco, apoiando-se nos cotovelos, aproximando o rosto do dela. Lila sentiu o calor dele, a respiração febril, o cheiro inconfundível que misturava suor, madeira e algo unicamente masculino. O mundo pareceu parar quando seus lábios se tocaram.

Foi primeiro um beijo suave, hesitante. Mas logo o calor que os consumia transbordou. Ele a puxou pela nuca, aprofundando o beijo, e Lila correspondeu sem pensar. O gosto dele, ardente e doce ao mesmo tempo, a fez perder o fôlego. A febre dele parecia se misturar à dela, incendiando o quarto inteiro.

As mãos de Taylor deslizaram até sua cintura, e a de Lila se agarrou instintivamente ao ombro dele, sentindo os músculos tensos sob a pele quente. O beijo se tornou urgente, faminto, como se os dois estivessem compensando tudo o que haviam reprimido até ali.

Ela se afastou apenas por um instante, o rosto corado, os lábios úmidos, encarando-o com olhos arregalados.

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