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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 94

O quarto fervilhava a calor de pele, respiração descompassada, lençóis desalinhados que guardavam segredos recentes. O ar tinha cheiro de banho quente misturado a perfume amadeirado e pele úmida. A janela semi aberta deixava passar uma faixa de vento morno que não chegava a esfriar nada. Lila sentia os batimentos na garganta, nas pontas dos dedos, na boca. Taylor, ali tão perto, era uma presença que ocupava espaço e pensamento em igual medida.

Foi quando a porta arrebentou contra a parede.

— Cunhadinha querida, você não sabe quem… OH. MEU. DEUS! — a voz de Catarina cortou o ar, aguda, chocada e, ainda assim, perigosamente divertida.

O tempo parou.

Lila arregalou os olhos, sentindo o corpo inteiro paralisar no mesmo instante. A ficha demorou dois segundos para cair, mas quando caiu, o instinto falou mais alto. Ela empurrou Taylor com toda a força. Ele, totalmente despreparado, perdeu o equilíbrio e caiu de bunda no chão, soltando um grunhido abafado quando a toalha despencou num gesto teatral, revelando mais do que qualquer uma das partes estava emocionalmente preparada para encarar naquele milésimo de segundo.

Silêncio. Um silêncio que tinha som.

Então vieram os gritos, em estéreo:

— AI, MEU DEUS! — Lila, com o rosto em chamas, levou a mão ao rosto, e cobriu metade da visão, mas a memória, coitada, registrava tudo.

— PELO AMOR DE DEUS, TAYLOR! COBRE ESSA COISA! — Catarina plantou uma mão nos olhos, mas espiou pelos dedos, o que denunciou a irmã curiosa por baixo da irmã escandalizada.

O olhar de Lila, traidor, caiu onde não devia. O rubor subiu mais, a mente, que já não ajudava, resolveu complicar: É… grande. O pensamento veio, indecente e inevitável, e ela quis desligar o próprio cérebro no botão. Catarina percebeu o trajeto thelma-e-louise do olhar da cunhada e arqueou a sobrancelha, com um sorriso nascendo de canto.

— Puta merda, irmão… — murmurou, ainda “cobrindo” os olhos. — Agora entendi por que a cunhadinha perdeu a voz.

— CATARINA! — Taylor rugiu, arrancando a toalha do chão e amarrando-a às pressas, enquanto o rosto não se decidia entre vermelho de raiva ou de vergonha. — Sai daqui! Nunca ouviu falar em bater na porta? Tá maluca?

Catarina encostou no batente como quem conquista um camarote para o melhor espetáculo da temporada. Cruzou os braços, sorriu largo e disse:

— Primeiro: não precisa gritar, eu já vi tudo que precisava ver. — ela fez um gesto vago na direção dele, e o seu sorriso aumentou ainda mais. — Segundo: então quer dizer que a encenação acabou? Porque, pelo visto, a farsa do noivado tá ficando cada vez mais… real.

Taylor inflou, sentindo os olhos faiscar. Antes que qualquer palavra nivelada por baixo saísse, Lila, em estado de combustão, pegou o robe jogado na poltrona e o vestiu num movimento só.

— Eu… eu vou pro banheiro! — conseguiu dizer, com voz trêmula e as pernas mais trêmulas ainda. Atropelou a própria dignidade e sumiu pela porta lateral, trancando-se com um clack que soou como salva-vidas.

O quarto ficou alguns segundos num silêncio absoluto.

Taylor segurou a toalha com uma mão, passou a outra pelos cabelos, tentando colar de volta um senso de normalidade que tinha pulado janela afora. Catarina, claro, mordeu a oportunidade como quem morde maçã crocante.

— Eu sabia que vocês iam acabar se pegando. — disse, balançando a cabeça como quem prevê eclipses. — A tensão entre vocês dava para cortar com a colher de sobremesa. Honestamente? Se eu não entrasse, acho que pegava fogo no lençol.

— CATARINA, EU JURO… SE VOCÊ REPETIR O QUE ACABOU DE FAZER, EU TE MANDO DE VOLTA PRA CASA DA MÃE AGORA!

— Relaxa, ogro. — ela gargalhou, satisfeita com o caos bem-sucedido. — Breaking news só pra minha memória mesmo. — E, num gesto raro de ternura debochada: — Fico feliz que vocês estejam se entendendo.

Taylor ignorou a última frase para preservar o pouco de orgulho restante. Levantou com cuidado, checando se a toalha obedecia a gravidade e ao bom senso. Catarina esperou o timing dramático e baixou o tom:

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