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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 95

Maria estava de costas, virando a tapioca na frigideira, quando ouviu o barulho de passos na escada. Sem nem olhar, comentou com um sorriso malicioso:

— Olha, olha… alguém acordou tarde hoje.

Catarina apareceu primeiro, radiante como quem tinha acabado de assistir a melhor novela do ano. Trazia um copo de suco na mão e um ar de satisfação tão óbvio que fez Amanda arquear uma sobrancelha desconfiada.

— Bom dia pra quem? — Amanda perguntou, tentando soar casual, mas o tom ácido denunciava o ciúme. — Tá com uma cara ótima, Cat. Alguma fofoca boa?

Catarina apoiou o cotovelo no balcão, girando o canudo do copo com um sorriso de canto.

— Ah, fofoca eu não diria… mas posso te garantir que hoje o sol nasceu diferente. — E piscou para Maria, que quase deixou a frigideira cair de tanto que prendeu o riso.

Maria, que sabia exatamente o que tinha acontecido, se virou para a mesa, fingindo inocência, mas com aquele sorriso de canto que entregava tudo.

— Engraçado… achei que o quarto dos patrões estava pegando fogo, mas deve ser impressão minha.

Amanda apertou os dedos ao redor da xícara de café, sentindo o estômago embrulhar. Desde que soube do noivado de Taylor com Lila ficou irritada. Lila era uma garota mimada e arrogante e nunca faria o amigo feliz. Amanda também sabia, que Taylor jamais a enxergaria como mulher, que a noite que esteve em seus braços no passado era o máximo que teria dele, mas ela queria que ele fosse feliz, com uma mulher que fosse capaz disso, e Lila definitivamente, não era essa mulher.

Mas a forma que Taylor olhava para ela, já deixava evidente que ele estava apaixonado e isso fazia o sangue de Amanda ferver. E agora, ver Catarina e Maria trocando olhares cúmplices só aumentava a certeza de que alguma coisa tinha acontecido.

— Impressão sua, Maria. — Amanda rebateu seca, tentando disfarçar o nervosismo. — Taylor jamais se envolveria com uma… garota como Lila.

Catarina deu uma risadinha debochada, cruzando os braços.

— Engraçado, Amanda… parece que eu ouvi uns sons vindos do quarto. Mas, claro, posso estar enganada.

O olhar venenoso que Amanda lançou para Catarina poderia incendiar metade da fazenda.

— Você adora inventar histórias, né, Catarina? — respondeu, forçando um sorriso.

Catarina, por sua vez, não se deu ao trabalho de responder. Apenas levantou uma sobrancelha e tomou um gole do suco, satisfeita ao ver Amanda quase perder o controle.

Nesse exato momento, Lila desceu as escadas. Os cabelos soltos caíam pelos ombros, e ela vestia um roupão branco por cima da camisola de seda. O rosto estava vermelho demais para alguém que supostamente tinha acabado de acordar.

Amanda percebeu imediatamente.

— Bom dia, Lila. — disse num tom falso demais para passar despercebido. — Dormiu bem? Parece… cansada.

Lila se limitou a soltar um “bom dia” abafado e correu até a mesa, enfiando-se na cadeira mais distante possível, com os olhos fixos no prato para evitar qualquer contato visual.

Maria colocou uma xícara de café na frente dela e murmurou baixo, só para que Lila ouvisse:

— Levanta essa cabeça, menina… que quem tem vergonha é vaso.

Lila fechou os olhos, respirando fundo. Se fosse possível sumir, ela sumiria naquele instante.

Os passos pesados ecoaram pela escada, firmes e compassados, denunciando sua chegada antes mesmo de ele aparecer. O coração de Lila deu um salto involuntário, como se o corpo reconhecesse aquele som antes mesmo de a razão reagir. Ela respirou fundo, tentando parecer tranquila, mas seus dedos apertavam nervosos a borda da xícara entre as mãos.

Taylor surgiu no batente da cozinha, imponente como sempre. Usava calça jeans surrada, camisa xadrez azul e branca, botas de couro gastas e o inseparável chapéu de cowboy levemente inclinado para trás. O cabelo loiro, ainda um pouco bagunçado, caía em mechas desalinhadas, e a barba por fazer lhe dava um ar ainda mais atraente e perigoso.

Ele varreu o ambiente com os olhos, demorando um segundo mais do que o necessário até encontrar Lila. Foi rápido, quase imperceptível para quem não soubesse onde olhar… mas o sorriso discreto que curvou o canto dos lábios dele carregava um significado que só os dois entendiam. Lila sentiu o rosto aquecer na mesma hora, desviando os olhos para a xícara como se o café fosse a coisa mais interessante do mundo.

Amanda, sentada à mesa, percebeu. O olhar dela saltou de Lila para Taylor, e de Taylor de volta para Lila, como quem conecta as peças de um quebra-cabeça. Franziu o cenho, apertando os lábios, antes de cruzar os braços e soltar, num tom que fingia ser casual, mas vinha carregado de insinuações:

— Bom dia, cowboy… — disse, forçando um sorriso. — Pelo jeito alguém acordou… de ótimo humor.

Taylor arqueou uma sobrancelha, encostando o ombro no batente da porta.

— Por que não estaria? — retrucou com um meio sorriso debochado, o olhar ainda meio cravado em Lila, que abaixava a cabeça para evitar que alguém percebesse as bochechas coradas. — A vida anda… interessante por aqui.

Amanda inclinou a cabeça, estudando cada detalhe do rosto dele, tentando decifrar aquele brilho incomum no olhar do cowboy.

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