Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 96

O ronco grave do motor da caminhonete preenchia o silêncio inicial, misturando-se ao som distante dos pássaros e o estalar dos cascalhos sob os pneus. O sol da manhã caía forte, dourando a estrada de terra batida que se estendia à frente. Taylor estava no banco do passageiro, o braço esquerdo jogado sobre o apoio da porta, a mão direita segurando o chapéu que descansava sobre o joelho. O cabelo loiro caía um pouco sobre a testa, e o brilho intenso dos olhos azuis denunciava que havia algo mais em sua mente do que simplesmente o calor daquela manhã.

Maurício, ao volante, lançava olhares rápidos e divertidos para o cunhado. Tentava manter a expressão neutra, mas o sorriso no canto da boca o entregava. Ele conhecia Taylor desde moleque e sabia que aquele semblante mais leve, os ombros relaxados e a forma como ele tamborilava os dedos no painel só poderiam significar uma coisa.

— Então… — começou Maurício, alongando a palavra de propósito, com um tom malicioso — quer me contar o que aconteceu, ou quer que eu ligue pra Catarina?

Taylor virou lentamente o rosto na direção dele, arqueando uma sobrancelha, com um meio sorriso debochado.

— Não tem nada pra contar.

Maurício soltou uma gargalhada tão alta que a caminhonete chegou a balançar levemente quando ele perdeu por um segundo a concentração na curva.

— Nada pra contar?! — repetiu, batendo no volante enquanto ria. — Taylor Remington, você pode enganar metade do estado, mas não me engana. Olha pra essa sua cara! Esse sorrisinho aí e esse brilho nos olhos estão gritando “eu aprontei” desde a hora que você desceu a escada.

Taylor balançou a cabeça, tentando disfarçar, mas falhou miseravelmente quando um sorriso discreto escapou no canto da boca. Passou a mão pela nuca, respirando fundo.

— Você fala demais, Maurício.

— E você enrola demais, cowboy. — retrucou o cunhado, lançando um olhar de lado. — Eu conheço esse seu jeito. Sempre que se metia com alguém, ficava com essa cara de quem quer esconder o jogo… e sempre falhava.

Taylor soltou um riso seco, olhando pela janela, tentando evitar o interrogatório.

— Não é nada demais.

Maurício inclinou o corpo para frente, apoiando o braço no volante, e reduziu um pouco a velocidade, interessado na confissão que viria.

— Se não é nada demais, então me explica o que foi aquele beijão na frente de todo mundo?

Taylor desviou o olhar, como se buscasse as palavras certas. Por um instante, o silêncio se instalou, pesado. Até que ele soltou, num tom baixo, rouco e cheio de significado:

— Porque não dá pra fingir, Maurício.

A frase fez o cunhado estreitar os olhos e abrir um sorriso lento, satisfeito.

— Ah, então eu estava certo. — murmurou, ajeitando o chapéu na cabeça. — Te conheço o suficiente pra saber quando você tá ferrado… e, pelo visto, tá.

Taylor lançou um olhar atravessado, mas não disse nada.

Maurício, por outro lado, estava só começando.

— Tá, cowboy, chega de rodeio. — disse, com um sorriso travesso. — Você e Lila… o que rolou ontem?

Taylor fechou os olhos por um instante, como se ponderasse se deveria falar. Mas acabou soltando um suspiro e encarando o cunhado.

— A gente… — começou, mordendo o lábio inferior — a gente se beijou.

Maurício ergueu as sobrancelhas, um sorriso largo se alongou em seu rosto.

— Se beijaram… — repetiu, saboreando cada palavra. — E? Foi só isso?

Taylor soltou um riso baixo e sem humor, ajeitando o chapéu no colo, enquanto desviava o olhar, como se aquilo fosse íntimo demais para dizer com tanta tranquilidade.

— Não foi só isso, Maurício. — murmurou, a voz grave, um tom mais baixo. — A gente… se deu prazer.

Por um instante, o silêncio na caminhonete foi completo. Então, como se tivesse recebido a melhor notícia do mês, Maurício gargalhou tão alto que quase perdeu o controle da direção.

— Mas que filho da mãe! — exclamou, batendo no volante. — E você aí, querendo bancar o durão! Então finalmente o cowboy selvagem se rendeu à princesinha mimada, hein?

Taylor virou o rosto devagar, lançando-lhe um olhar sério, mas o sorriso discreto ainda estava lá.

— Cala a boca, Maurício.

— Tá, tá, vou ficar quieto… — respondeu, contendo outra gargalhada. — Mas me diz uma coisa, vai: vocês transaram?

Taylor mordeu os lábios, os olhos azuis faiscando, e respondeu com um tom grave, um pouco irritado:

Maurício ajeitou o chapéu e murmurou, num tom carregado de provocação:

— E, só pra te avisar… Amanda não vai ficar quieta. Se prepare, porque isso ainda vai dar muito pano pra manga.

Taylor fechou a cara e disse furioso:

— Para de falar bobagem Maurício, a Amanda é a melhor amiga da minha irmã, ela é como uma irmã para mim, nunca rolou e nunca vai rolar.

— Mas você sabe que ela é maluca por você. — soltou Maurício com naturalidade.

Taylor parou por um instante, o movimento das mãos desacelerando. Virou-se devagar, encarando o cunhado, os olhos azuis semicerrados com um brilho intrigado.

— Lá vem você com essa ideia de girico… — murmurou, tentando disfarçar o interesse na frase.

— Taylor você é cego e não enxerga. Só abre o olho, porque garotas como a Lila não sabem lidar bem com ciúmes.

— Lila com ciúmes? — repetiu, como quem testava a ideia.

— Ora cowboy, você ainda não reparou?

Taylor virou o rosto e sorriu gostando do que acabava de ouvir.

— Não vai provocar a onça, cowboy…— alertou Maurício, meio sério, meio divertido.

— Só se for de outra maneira. — retrucou Taylor fazendo os dois rirem.

O ronco do motor foi o único som que restou, mas, entre eles, o silêncio dizia mais do que qualquer palavra.

Ele não sabia o que estava por vir… mas tinha certeza de uma coisa: Se Lila realmente sentia ciúmes, o que estava para acontecer na fazenda ia incendiar tudo de vez.

E, no fundo, ele mal podia esperar para provocar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário