A manhã seguia preguiçosa na fazenda, com o sol já aquecendo o ar e o cheiro de café fresco ainda impregnado na cozinha. Lila mexia distraidamente a colher na xícara, os pensamentos vagando entre os acontecimentos da noite anterior e o olhar intenso de Taylor na cozinha. Tentava se concentrar no café, mas o coração ainda acelerava ao lembrar da forma como ele a tinha beijado, a pouco, como se o mundo inteiro tivesse parado por alguns segundos.
Do outro lado da mesa, Catarina conversava animada com Maria, até que seus olhos brilharam quando pareceu lembrar de algo importante. Bateu a palma da mão contra a mesa, chamando a atenção de Lila:
— Pronta pra uma novidade, mocinha? — perguntou, com um sorriso travesso no rosto.
Lila ergueu as sobrancelhas, curiosa.
— O que foi agora? Tenho até medo do que possa ser. — provocou, esboçando um sorriso.
Catarina deu de ombros, fingindo ofensa, mas seus olhos denunciavam a empolgação.
— Seu irmão ligou hoje cedo. — disse, saboreando cada palavra. — O senhor Tomás resolveu dar o ar da graça… vai passar o fim de semana aqui na fazenda.
Lila arregalou os olhos, sentindo um calorzinho familiar no peito.
— Tomas? — repetiu, como se quisesse ter certeza. — Ele vem mesmo?
— Vem, sim. — confirmou Catarina, sorrindo ainda mais. — E pelo tom da voz, parece que tá animado pra te ver, viu? Perguntou se podia trazer um amigo, se o Taylor não iria se importar, eu disse que não, que tem muitos quartos na fazenda.
Lila respirou fundo, lutando para disfarçar o sorriso, mas era inútil. Por mais que ela e Tomas vivessem às turras, as provocações e brigas constantes não diminuíam a saudade que sentia dele. Era quase impossível admitir, mas ela estava morrendo de vontade de revê-lo.
— Bom, se ele vier com aquela língua afiada de sempre, já avisa que vou colocar ele pra correr. — respondeu, tentando soar desinteressada.
Catarina riu alto, balançando a cabeça.
— Aham, sei… — disse, piscando para Maria. — Fala isso agora, mas tá com esse sorrisinho no canto da boca, Lila Montgomery.
Maria, que fingia estar ocupada com a louça, soltou um risinho discreto, e Lila suspirou, entregando-se.
— Tá bom, vai… — murmurou, sorrindo. — Tô com saudade dele, sim. Ele deve trazer o Leo, você vai gostar de conhecê-lo.
— Ele esta solteiro?
Lila riu e respondeu:
— Bem eu não sei, porque?
— Porque aí ele pode conversar com a Amanda… — Catarina sussurrou olhando para a amiga que fechou logo a cara para a loira e reverberou:
— Não estou em busca de relacionamentos Catarina, obrigada.
Lila segurou a xícara nas mãos e sussurrou:
— Mas deveria…
Amanda encarou Lila furiosa, mas resolveu se calar.
Catarina aproveitou para quebrar o clima tenso que havia se instalado e se inclinou sobre a mesa:

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