O caminho até o riacho serpenteava pelo meio da fazenda, estreito e ladeado por árvores tão altas que seus galhos quase se encontravam no alto, formando um túnel natural de folhas verdes e sombras frescas. A luz do sol da manhã filtrava-se por entre a copa, criando pontos dourados que dançavam sobre a trilha de terra batida. O vento leve carregava o cheiro doce da vegetação misturado ao aroma terroso da umidade, e, ao longe, o som da água corrente do riacho ecoava, crescente, como um convite silencioso.
Lila, Catarina e Amanda cavalgavam lado a lado, mas não poderiam estar mais distantes no espírito. Diablo, o garanhão negro de Taylor, movia-se com força controlada sob suas rédeas. A cada passo firme, a crina balançava, e o corpo dela se inclinava com naturalidade sobre a sela, mostrando uma sintonia quase instintiva com o animal. Ainda assim, por dentro, Lila não conseguia afastar o turbilhão de pensamentos sobre o que aconteceu a noite e pela manhã com Taylor, sobre os olhares atravessados de Amanda e sobre o que aquela manhã parecia prometer.
Catarina, por outro lado, estava leve, relaxada, com um sorriso malicioso brincando em seus lábios como se ela estivesse apenas assistindo a um espetáculo particular. Cada vez que percebia Amanda lançar um olhar carregado de veneno para Lila, os olhos dela brilhavam, antecipando a confusão que se aproximava. Por uma parte, estava feliz por ver que o irmão e a cunhada estavam finalmente se rendendo aos sentimentos, por outro, era doloroso ver Amanda sofrer, mas talvez um choque de realidade fosse o suficiente para a amiga.
Já Amanda… Amanda estava um verdadeiro furacão contido. A postura ereta na sela, o maxilar tenso, as unhas cravadas no couro das rédeas, tudo nela gritava que o simples fato de estar compartilhando aquele espaço com Lila era um teste à sua paciência. Cada vez que o nome de Taylor passava por sua mente, uma pontada de raiva se acendia, e era impossível não direcioná-la à mulher que, aos olhos dela, representava uma ameaça.
O silêncio era ensurdecedor, quebrado apenas pelo som ritmado dos cascos contra o solo, até que Amanda decidiu, como sempre, provocar.
— Sabe o que é engraçado? — começou, a voz melodiosa demais para ser casual. — O riacho sempre foi o meu lugar favorito na fazenda… É onde eu me sinto mais… livre. — A pausa calculada no fim da frase era uma lança enfeitada com mel.
Catarina ergueu uma sobrancelha e soltou um riso curto, já reconhecendo o tom venenoso por trás da suposta inocência. Lila, no entanto, manteve os olhos fixos na trilha, com o maxilar relaxado, decidindo, por estratégia, ignorar. Mas Amanda não se deu por vencida. Um sorriso de canto, quase imperceptível, denunciava a satisfação por acreditar que estava no controle do jogo.
Quando finalmente chegaram, o cenário parecia saído de um quadro. O riacho corria límpido, com pequenas corredeiras cintilando sob a luz do sol. As pedras lisas refletiam tons de cinza e âmbar, e o canto dos pássaros se misturava ao som da água caindo. Um lugar de paz absoluta… ou, pelo menos, deveria ser.
Amanda foi a primeira a desmontar do cavalo. Seus movimentos eram calculados, cheios de intenção. Com passos lentos e medidos, caminhou até a beira da água, com a expressão serena demais para esconder o desafio que ardia por trás. Abaixou-se, retirando as botas com um cuidado quase sensual, deixando-as sobre a grama úmida. Em seguida, abriu o botão do short jeans justo, descendo o zíper lentamente, como se estivesse diante de um público, e, sem a menor cerimônia, deixou a peça cair, revelando uma calcinha rendada vermelha que abraçava suas curvas. O sutiã, igualmente delicado e provocante, completava a cena.
O corpo esguio, definido, reluzia sob o sol. Amanda sabia que estava chamando atenção e queria isso. Queria mais. Queria provocar. Entrou na água devagar, os pés afundando no leito raso e frio, e virou-se para Lila com um olhar que era meio convite, meio provocação.
— Tá esperando o quê, princesa? — disse, com a voz carregada de ironia, enquanto molhava os cabelos e os jogava para trás com um movimento lento, quase ensaiado. — Vai entrar, ou prefere só… assistir?
Catarina mordeu o lábio para conter a risada, cruzando os braços, absolutamente se deliciando com o que via. Já Lila, que até então tentava manter o controle, respirou fundo. Uma parte dela queria ignorar, fingir indiferença, deixar Amanda falando sozinha. Mas havia algo que ardia em seu peito, que se recusava a permitir que ela deixasse Amanda vencer aquela batalha silenciosa.
Com movimentos decididos, desmontou de Diablo e caminhou até a beira do riacho. As bochechas levemente coradas denunciavam o fogo interno, mas seus passos eram firmes, quase desafiadores. Sem dizer uma palavra, começou a abrir os botões da camisa branca. Um a um, revelando pouco a pouco a pele macia, o colo delicadamente iluminado pelo sol, e, por fim, a lingerie preta de renda que contrastava com a leveza da peça anterior. Era um conjunto sofisticado, caro, cuidadosamente escolhido. Não para aquela ocasião, mas agora… parecia perfeito. O grande problema era que ele era… ousado demais.

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