O beijo dele não foi doce como de costume. Com um tom de punição, ele mordeu sua clavícula e o pescoço de um jeito levemente rude, deixando marcas vermelhas assustadoras.
Helena ficou tonta com os beijos dele. Era como se o oxigênio de seus pulmões tivesse sido sugado, e ela só conseguiu soltar um gemido indefeso.
O cardigã fino de tricô escorregou do seu corpo enquanto ela se debatia, revelando a roupa de ficar em casa rosa-clara por baixo.
A gola da roupa já era meio solta e, sob os movimentos do homem, um grande pedaço da pele branca ficou exposta à luz forte.
A diferença entre a pele clara dela e o corpo forte dele, somada ao tamanho desproporcional entre os dois, deixava Helena completamente sem fôlego.
O olhar de Matheus estava assustadoramente sombrio.
Ele continuou segurando as mãos dela com uma mão, enquanto a outra deslizava pela linha da cintura dela.
A palma de sua mão tinha calos finos deixados por anos de trabalho pesado. A cada centímetro de pele percorrido, era possível sentir o seu toque com clareza.
Helena sabia como era o desempenho de Matheus na cama.
Mas ela também sabia que aquilo era o resultado de seu autocontrole. A diferença de tamanho entre os dois era um pouco grande, e a adaptação não era tão fácil.
Para evitar que Matheus passasse dos limites, Helena achou que precisava ceder no momento certo.
— Desculpa... — Ela esticou a mão e agarrou de leve o tecido da roupa dele na altura do peito, a voz tão mansa que parecia tentar convencê-lo. — Da próxima vez, eu te conto na hora, tá bom?
Matheus não disse nada.
Ele apenas a encarou.
Aquela aparência digna de pena e ao mesmo tempo extremamente sedutora apenas estimulou a vontade de dominar de Matheus.
Matheus usou mais força do que o normal, forçando-a a olhar para ele, enquanto a ouvia chamar pelo seu nome repetidas vezes.
Sob a luz clara, os corpos dos dois entrelaçados formavam uma cena totalmente sensual.
Mais tarde, ela já nem ligava para a vergonha.
Apenas tremia de leve nos braços dele, ofegando de forma pausada. Vez ou outra recobrava um pouco da lucidez, mas logo era puxada de volta por ele.
As cortinas estavam bem fechadas, a noite lá fora não entrava de jeito nenhum.
Helena afundou no sofá atordoada. As laterais do rosto, os ombros e o pescoço estavam tingidos de um vermelho vivo. O cabelo comprido estava espalhado. O colar fino de platina descansava torto perto da clavícula, balançando de leve no ritmo da sua respiração rápida e bagunçada, até ela perder completamente a consciência.

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