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Casei com Guarda Frio, Sou Mimada com Todo Seu Amor romance Capítulo 445

Passava das três da manhã quando a casa toda finalmente ficou em silêncio.

Apenas um pequeno abajur ficou aceso na mesa de cabeceira do quarto, lançando um halo amarelo e quente ao redor da cama. As cortinas já haviam sido fechadas há tempos. O som do vento da noite de inverno lá fora era bloqueado pouco a pouco pelos vidros duplos, restando apenas o som de uma respiração muito leve e lenta dentro do quarto.

Helena tinha desmaiado completamente de exaustão.

Seu corpo estava todo flácido, sem nenhuma força, encolhida quieta nos braços de Matheus como uma boneca sem energia.

O cabelo comprido se espalhava pelo braço e pelo peito dele. As bochechas ainda mantinham um tom avermelhado, os cantos dos olhos estavam úmidos. Os cílios se colavam em pequenos feixes, e ela dormia de modo pesado.

Matheus olhou para ela por um instante, e a fúria que batia solta dentro de seu peito finalmente se acalmou.

Ele esticou a mão e afastou os fios de cabelo molhados de suor da testa dela.

A pele dela já era branca. Ali sob a luz do abajur, parecia ainda mais com um pedaço liso de jade. O pescoço e a clavícula exibiam marcas de várias intensidades. Algumas ele tinha deixado quando perdeu o controle, e outras tinham sido causadas por arranhões da própria Helena no calor do momento.

O olhar de Matheus parou naquelas marcas, ficando mais sombrio.

Naquela noite, ele de fato não tinha se segurado.

Usando a situação com Felipe, ele despejou nela toda aquela fúria e o pavor que sentiu. A mulher já estava em seus braços, a porta estava muito bem fechada, as cortinas também, mas ele ainda não estava satisfeito.

Só de lembrar daquele homem parado na porta com cara de nojento, olhando-a com uma expressão asquerosa, uma crueldade brotava no seu peito.

E ao pensar que ela ainda tinha escondido a situação, dando a esse tipo de gente uma segunda chance de bater na porta, ele aguentava menos ainda.

Matheus saiu do banheiro com uma bacia de água morna, colocou-a no criado-mudo e torceu a toalha quente que segurava.

Ele se sentou na beirada da cama, levantou uma ponta da coberta e começou a limpar o corpo dela com a toalha morna, com movimentos extremamente leves.

Do pescoço até a clavícula, e depois para a lateral da cintura e para o começo da perna.

Na sala, a luz principal ainda estava acesa.

O cheiro doce e sedutor no ar ainda não havia sumido. Matheus se aproximou, abrindo uma fresta na porta de vidro de correr que dava para o quintal, para deixar o ar frio da noite de inverno entrar e ventilar o ambiente.

Então, ele se virou e olhou para o sofá de tecido bege no centro da sala.

O sofá estava uma bagunça só.

A roupa de ficar em casa de Helena, com os botões arrancados por ele, havia caído no tapete. O pijama dele também estava largado ao lado. Quanto à manta bege que cobria o sofá, agora não dava nem para olhar.

Helena tinha comprado aquele cobertor há poucos dias, pois o sofá já estava na casa quando alugaram e tinha uma cor clara que manchava fácil. Com medo de sujar acidentalmente ao tomar chá ou comer e ter trabalho para lavar, ela tinha escolhido de propósito essa manta de pelúcia com base impermeável.

No fim das contas, não havia derramado nenhum chá, mas por causa de toda aquela loucura de antes, a peça ficou com um pedaço enorme encharcado.

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