— Hm. — Helena respondeu com frieza usando uma única sílaba.
Ela já estava dando bastante moral.
Matheus sentou-se na beira da cama por mais dois segundos. Ao ver que ela realmente não queria conversar com ele, ficou de pé: — Pode dormir mais um pouco, eu vou fazer o café da manhã.
Lá de fora surgiram logo barulhos de panelas e pratos. Devia ser Matheus fazendo mingau ou fritando ovos.
Mais um momento e esses barulhos pararam.
Logo em seguida, começaram a vir sons de metal batendo da sala e do hall de entrada, como se estivesse desmontando e montando algo.
Helena estava aninhada na cama. Ao ouvir o barulho, aguçou os ouvidos sem conseguir se controlar.
Ela tinha ficado curiosa, mas não queria tomar a atitude de sair para falar com ele.
Sendo assim, continuou deitada. Só desceu da cama de forma lenta ao notar a recuperação de suas forças. Ela colocou uma blusa de frio pesada e saiu do quarto principal.
Ao cruzar a porta, ela viu Matheus abaixado de frente para o hall de entrada.
Ao lado dele havia uma caixa de ferramentas cheia de chaves de fenda, chaves inglesas, pregos, dois fechos de metal e um rolo grosso de arame de aço. A porta de segurança estava meio aberta, e ele tinha a cabeça baixa enquanto gesticulava perto do batente e da fechadura.
No chão, também havia alguns pedaços de madeira e duas barras de metal cortadas.
Ao ouvir os passos, Matheus ergueu a cabeça e a olhou.

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