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Casei com Guarda Frio, Sou Mimada com Todo Seu Amor romance Capítulo 487

Na manhã do dia seguinte, o sol estava excepcionalmente bom.

Embora o ar ainda tivesse uma certa friagem, não ventava no quintal, e o sol tocava a pele com uma sensação agradável. Helena tomou o café da manhã, trocou para sapatos macios próprios para trabalhar, pegou uma pequena tesoura e o regador e foi para o quintal.

As duas roseiras vinham crescendo bem recentemente e muitos brotos novos haviam surgido nos galhos. Na bacia de terra das tulipas já despontava uma fileira alinhada de pequenas pontas verdes; só de olhar dava para melhorar o humor.

Helena curvou as costas e primeiro retirou aquelas poucas folhas envelhecidas e amareladas da base das roseiras, aproveitando para revirar a terra da citronela e de alguns vasos de suculentas.

Enquanto estava agachada podando um galho fraco, veio um tom de voz propositadamente suave do caminho lá fora: — Oi, Helena, trabalhando?

Helena ergueu a cabeça e viu Dona Irene, uma mulher de meia-idade que morava no Prédio 2; dias atrás, quando se encontraram no ponto de encomendas, ela tinha apenas acenado levemente com a cabeça.

Agora, o rosto dela exibia um sorriso, segurando uma sacolinha com verduras como se tivesse acabado de chegar da feira.

— Sim, só arrumando um pouco. — Helena levantou-se e respondeu educadamente.

— O seu quintal é muito bonito. — Dona Irene olhou para dentro através do portão, com o olhar carregando uma certa hesitação. — Suas roseiras estão muito bonitas e cheias de brotos. E a carne que você preparou ontem estava tão cheirosa que meu marido passou a noite toda comentando sobre o aroma.

Helena: — ...

Ela entendeu na mesma hora.

Então era por causa disso.

Dona Irene sorriu com ainda mais entusiasmo: — A sua mão pra cozinhar é de outro nível. Helena, você sabe cozinhar muito bem no dia a dia? Com quem você aprendeu aqueles pratos?

Antes que Helena pudesse responder, mais duas pessoas vieram do outro lado do caminho.

Ao ouvir aquelas palavras tão bem elaboradas, Helena só as achou engraçadas.

Quando ela tinha se mudado e descobriram que ela era inquilina, essas pessoas, uma por uma, ou se defendiam dela ou a desprezavam. E havia os que diziam pelas costas que ela "não trabalhava", "era sustentada por homem" e "ficava em casa aproveitando o dia todo".

E agora, tudo por causa de uma panela de Caldo de Pernil com Presunto, porque ela sabia cozinhar, a atitude de repente ficou carinhosa daquele jeito, como se todo mundo sempre tivesse sido vizinhos muito amigáveis.

— Não tem nenhuma receita particular. — Helena segurava a pequena tesoura, nitidamente sem intenção de aprofundar a conversa. — É só seguir os passos e cozinhar devagar, só isso, ter paciência.

— Ah, você disse de um jeito muito vago. — Dona Irene inclinou-se à frente com um sorriso. — Por que você não arruma um tempo um dia e escreve os passos detalhados pra gente ver? Ou você nos adiciona no Facebook, e da próxima vez que for fazer alguma coisa, você manda...

— Isso, isso, nós não vamos aprender de graça. — A Sra. Martins falou junto. — Depois, quando você quiser comprar um legume, ou alguma loja tiver uma promoção, nós podemos te avisar no grupo.

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