Helena afundou o rosto no travesseiro, com as bochechas quentes.
Enquanto se lamentava, o braço musculoso do homem ao redor de sua cintura de repente apertou.
Matheus ainda não havia acordado, mas seu corpo percebeu instintivamente o movimento da pessoa em seus braços.
Ele a puxou para trás com o braço, encaixando-a perfeitamente em seu abraço quente.
As costas de Helena estavam coladas ao peito largo dele, e ela podia sentir claramente o despertar matinal do homem, evidente e perigoso.
Algo enorme pressionava sua lombar, fazendo com que ela não ousasse se mexer.
— Acordou?
A voz rouca e preguiçosa do homem soou acima de sua cabeça, e Helena ficou em silêncio, encolhendo o pescoço como um avestruz.
Ele abaixou a cabeça, roçando levemente o queixo por fazer no topo do cabelo dela, e então virou o rosto, deixando seus lábios tocarem a orelha e a nuca dela.
— Está se escondendo de quê? — Ele a beijou enquanto massageava suavemente a lombar dela com a mão grande que estava em sua cintura. — Ainda dói?
Matheus sabia que quase havia machucado sua linda esposa na noite anterior.
Mas o corpo dela era muito atraente, e assim que a teve em suas mãos, ele não conseguiu se conter.
As mãos de Matheus eram grandes, com calos finos nas palmas, resultantes de anos de trabalho físico e exercícios.
O toque áspero esfregou lentamente contra a pele delicada dela, não apenas aliviando a dor na cintura, mas provocando uma leve sensação de formigamento que a fez estremecer.
A luz do sol matinal passava pelas frestas da cortina de bambu e caía sobre a cama.
Helena abaixou a cabeça, e seu olhar caiu exatamente sobre os braços entrelaçados dos dois.
O braço de Matheus tinha um tom de trigo saudável e firme, com linhas musculares fluidas e fortes; já o corpo dela, abraçado por ele, era de um branco pálido como porcelana.
A diferença extrema de cor de pele e tamanho chamava muita atenção nos lençóis brancos bagunçados.
Os pulsos dela estavam cobertos por marcas deixadas por ele. Matheus não sentiu nenhuma culpa, pelo contrário, transbordava a satisfação de quem reivindicava a pessoa que amava como sua.
— Olha o que você fez... — Helena puxou as cobertas de vergonha, tentando esconder as marcas.
Matheus segurou a mão dela.
— Você foi muito bem ontem à noite. — Ele olhou para as bochechas coradas dela, com a voz muito baixa e um toque de provocação. — No futuro, em casa, podemos tentar por cima mais vezes. Eu gosto.
Ele segurava uma toalha umedecida com água quente, foi até a cama, puxou as cobertas e ajudou-a a limpar o corpo com movimentos naturais e experientes.
No fim da noite anterior, os dois estavam muito cansados, então apenas se limparam de forma rápida e foram dormir.
A toalha quente tocou sua pele, aliviando a sensação de grude e a dor muscular.
— Eu mesma faço... — Helena ficou constrangida ao ser limpa por ele.
— Não se mexa. — Matheus a segurou, terminou de limpá-la cuidadosamente, pegou um roupão limpo ao lado e a enrolou nele.
Ele a pegou no colo com o roupão, caminhou até a varanda e a colocou na espreguiçadeira.
A brisa da manhã na montanha era fresca e limpa, as folhas de bambu no quintal estavam cobertas de orvalho, e o ar cheirava a terra e plantas.
Matheus trouxe dois copos de água morna do quarto e deu um a ela.
— Está com fome? — Ele puxou outra espreguiçadeira, sentou-se ao lado dela e a observou beber água.
— Um pouco. — Helena segurou o copo e bebeu aos poucos. — Quando vamos voltar?
— Depois do café da manhã, vamos relaxar um pouco nas fontes termais e fazer o check-out ao meio-dia. — Matheus estendeu a mão, colocou uma mecha de cabelo despenteada pelo vento atrás da orelha dela e roçou os dedos levemente em sua bochecha. — Vamos dirigir de volta devagar à tarde.

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