Matheus a carregou até a beira da cama, mas não teve a pressa de costume em pressioná-la contra o colchão macio.
Ele se recostou na cabeceira, estendeu os braços longos e a colocou diretamente sobre suas pernas firmes.
Era uma rara demonstração de carinho e gentileza na cama com sua linda esposa.
Helena soltou uma exclamação de surpresa, sentando-se de forma instintiva em seu colo, com as mãos apoiadas no peito largo dele.
Só a luminária de cabeceira estava acesa no quarto. A luz alaranjada caía suavemente sobre eles, envolvendo o casal numa atmosfera extremamente íntima e quente.
Helena tinha acabado de tomar banho e estava usando o pijama de seda que comprara no shopping.
O fundo era branco pérola, com alças finas caindo sobre os ombros claros e arredondados, e o decote era adornado por uma estreita camada de renda francesa.
O modelo parecia recatado e inocente, mas o tecido era tão macio e fino que se moldava às curvas de seu corpo, destacando perfeitamente sua silhueta esbelta, exalando uma sensualidade fatal e inconsciente.
A mão grande de Matheus repousou naturalmente em sua cintura.
A diferença de tamanho entre os dois parecia especialmente chocante naquele momento.
Ele se exercitava o ano inteiro; tinha ombros largos e um peito firme como uma parede, enquanto ela possuía uma estrutura óssea delicada. Sua cintura era tão fina e macia que o polegar e o dedo médio da mão grande dele quase conseguiam contorná-la por inteiro.
Matheus usava uma regata preta, e os braços e as costas das mãos que estavam expostos exibiam uma cor de trigo saudável e áspera, com músculos prestes a estourar, carregando uma forte aura de testosterona.
E ela sentada nos braços dele, com a pele exposta branca e macia, parecia uma peça do mais fino jade.
Sob o olhar escuro e atento de Matheus, a respiração de Helena tornou-se descompassada de forma inconsciente.
— Por que... está me olhando? — Ela murmurou para puxar assunto, enquanto seus dedos encolhiam levemente contra o peito dele.
Matheus não respondeu, apenas abaixou a cabeça.
Os lábios finos e frios beijaram a clavícula delicada dela.
Sem pressa, ele a degustou lentamente, beijando cada centímetro daquela bela linha óssea.
A mão grande de Matheus apoiou a nuca dela, e a outra agarrou sua cintura, levando-a lentamente a afundar no colchão macio.
A noite estava densa e tudo permanecia em silêncio.
O ar do quarto ainda parecia carregar um calor residual, pesado e sugestivo.
Os ponteiros do relógio na parede já tinham passado da uma hora da manhã.
Helena estava largada entre os cobertores bagunçados, completamente sem forças para mover sequer um dedo.
Ela foi ingênua ao pensar que, como ele estava tão carinhoso naquela noite, o corpo dela não ficaria tão desgastado como de costume.
Os fatos provaram que ela estava completamente errada.
Matheus estava muito intenso naquela noite. Ele era carinhoso, mas o ritmo lento e persistente foi esgotando as forças de Helena pouco a pouco, até que ela ficasse totalmente sem energia.

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