Depois do almoço, as duas famílias ainda sentaram por um tempo na sala particular.
Depois de se empanturrar, Leo ficou cheio de energia. Segurando seu dinossauro, ele circulava pela sala particular; de vez em quando se apoiava no peitoril da janela para olhar os carros lá embaixo e logo depois corria para as pernas de Matheus, erguendo a cabeça para perguntar: — Tio Matheus, tem dinossauros na sua casa?
— Não tem.
— Então o que tem na sua casa?
— Tem flores.
— Flores não são divertidas. — Leo fez bico e saiu correndo de novo.
Os adultos deram risada.
Eles continuaram conversando até as oito e pouco da noite. O céu já estava completamente escuro quando as duas famílias saíram do restaurante.
Leo já havia adormecido encostado no ombro de Gabriel.
— Foi cansativo para vocês hoje. — Isadora estava de pé ao lado do carro e sorriu para Helena. — Depois, sobre a reforma, ainda vou ter que te incomodar muito.
— A qualquer momento. — Helena acenou com a mão sorrindo. — Isadora, você pode me perguntar primeiro sobre os materiais e o estilo que vai escolher.
— Então eu vou me lembrar disso. — Isadora acenou para ela.
Gabriel colocou Leo na cadeirinha no banco de trás, virou a cabeça e assentiu para Matheus: — Vão com cuidado na volta.
— Certo. — Matheus respondeu.
Os dois carros saíram do estacionamento em sequência e se separaram no primeiro cruzamento.
...
O ar-condicionado estava ligado no carro, isolando o vento da noite lá fora.
As luzes dos postes de Porto Real passavam pelas janelas, refletindo tons alaranjados no rosto de Helena em pequenos flashes.
Matheus segurava o volante com a mão esquerda e repousava a mão direita no câmbio, dirigindo em uma postura bem relaxada.
Enquanto o carro esperava o sinal vermelho em um cruzamento, ela de repente se lembrou de algo.
— Marido.
— Hum?
— As aulas estão quase começando. — ela disse. — Nossa faculdade exigiu um comprovante de estágio das férias e eu ainda não resolvi isso. Você poderia emitir um para mim?
Assim que se encontraram, os assuntos já não eram mais os mesmos de antes.
No passado conversavam sobre qual matéria era mais difícil, qual professor era mais rigoroso nas chamadas e para onde iriam passear no fim de semana.
Agora os assuntos eram salário de estágio, chances de efetivação, universidades para pós-graduação, acordos familiares e para qual cidade iriam após a formatura.
Todos pareciam estar em uma encruzilhada prestes a se separar.
Em mais um ano, ou até menos, todos seguiriam caminhos diferentes.
Helena sentou-se perto da janela e entregou o comprovante de estágio para Fabiana ajudar a passá-lo para a frente.
Não muito longe, Valentina estava cercada por um grupo de garotas.
Ela usava um vestido branco, o cabelo havia sido alisado em ondas suaves, e no dedo anelar da mão esquerda ela usava um anel fino.
Alguém com olhos afiados percebeu e perguntou imediatamente: — Valentina, o que é esse anel aí? Não me diga que ficou noiva?
No rosto de Valentina imediatamente surgiu um sorriso levemente tímido, mas que não conseguia esconder o orgulho.
— — Não é um noivado oficial ainda — ela respondeu. — Recentemente o Artur me levou para conhecer os pais dele, e os meus pais também conheceram ele. As duas famílias acharam que combinamos muito bem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Guarda Frio, Sou Mimada com Todo Seu Amor