— Claro. — Fabiana aceitou sorrindo. — Então vou incomodar você hoje.
— Que incomodar o quê. — Helena se levantou. — Vamos lá, nós vamos juntas.
As duas caminharam para o estacionamento.
No caminho, Fabiana não conseguiu evitar a fofoca.
— Pode apostar que aquelas duas amigas da Valentina vão falar mal de você pelas costas.
Helena sorriu: — Com certeza vão.
— Lorena Dias e Camila Rocha, essas duas são simplesmente as marionetes da Valentina. — Fabiana revirou os olhos. — Elas concordam com tudo que a Valentina diz. Quer apostar que hoje à noite elas vão fazer uma reunião no dormitório só para te xingar de tudo quanto é nome?
— Deixa elas. — O tom de Helena era leve. — Eu não vou ouvir mesmo.
Fabiana sentou no banco do passageiro, tocou no assento e olhou os equipamentos do carro.
Não era um carro de luxo, mas era bem novo, com o interior limpo e organizado, e tinha um cheiro suave de perfume.
Fabiana olhou para ela e de repente sentiu que a Helena de hoje era realmente muito diferente de quando se conheceram, há três anos.
A Helena de antes era quieta e distante, como uma garota rica que se escondia em uma concha invisível.
Mas a Helena de agora, embora continuasse não gostando de agitação, tinha uma firmeza a mais.
O carro parou na garagem subterrânea.
Helena levou Fabiana no elevador até o térreo, caminhando pelo pequeno caminho no fim do corredor.
— Minha casa é por aqui. — Helena disse.
Fabiana a seguiu, com a curiosidade cada vez maior.
Ao virar uma esquina, um pequeno portão de ferro apareceu de repente.
Dentro havia um pequeno pátio, não muito grande, mas extremamente bem cuidado.
A cena na sala de estar fez Fabiana ficar pasma novamente.
Piso de cor de madeira, sofá de tecido cinza-claro, tapete de pelo curto bege.
Na mesa de centro, havia um conjunto de chá de porcelana branca e um vaso de vidro transparente ao lado, com algumas lisiantos.
Ao lado do rack da TV havia uma pequena estante, com livros e alguns enfeites de qualidade arrumados perfeitamente.
A luz do sol entrava pela porta de vidro entreaberta, iluminando o tapete e o sofá, e todo o espaço era claro, limpo e aconchegante.
Fabiana ficou parada na sala, sem saber o que dizer por um momento.
Ela achava que a casa alugada de Helena seria um apartamento comum de um ou dois quartos, com móveis improvisados, apenas para morar.
Valentina e as outras até especularam coisas piores nos bastidores, dizendo que o carro de Helena era para pagar dívidas e que ela estava fingindo ser rica, caso contrário não poderia comprar um carro.
Mas a casa que ela estava vendo era realmente muito requintada.

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