Por isso, ele não daria ouvidos àquelas pessoas, nem iria a casas noturnas só para se enturmar.
Os negócios de Matheus não eram tradicionais, ele trabalhava com a internet e não dependia tanto dessa rede de contatos.
O mais importante é que, embora Matheus parecesse frio e ponderado por fora, ele era um tanto indomável por dentro. Se ele não quisesse participar daquelas festas caóticas, ninguém poderia forçá-lo a ceder.
Os dois ficaram recostados no sofá por um tempo, até Matheus se levantar:
— Vou tomar banho. Estou com cheiro de cigarro.
— Pode ir. — Helena o empurrou de leve. — Seu pijama limpo já está separado.
Matheus entrou no banheiro, e logo se ouviu o barulho da água.
Helena recolheu os copos da mesa de centro, lavou-os na cozinha, arrumou a cama no quarto principal, sentou-se diante da penteadeira e começou a passar seu creme noturno.
Mais de dez minutos depois, a porta do banheiro se abriu.
Matheus saiu vestindo um short preto, sem camisa, com uma toalha seca nos ombros e o cabelo ainda pingando.
As gotas d'água escorriam por seu peitoral firme e pelo abdômen definido, sumindo no cós do short.
Helena viu aquela cena refletida no espelho e os movimentos das suas mãos desaceleraram sem que ela percebesse, o coração batendo mais forte no peito.
Apesar de estarem casados há tanto tempo, sempre que o via daquele jeito, seu coração ainda acelerava.
Matheus parou atrás dela e secou o cabelo de qualquer jeito com a toalha.
Helena se virou e pegou a toalha das mãos dele:
— Deixa que eu seco. Você faz isso de qualquer jeito, vai acabar molhando o travesseiro todo daqui a pouco.
Matheus sentouse obedientemente no banquinho diante dela e baixou um pouco a cabeça, totalmente à disposição dela.
Helena ficou de pé na sua frente, esfregando a toalha suavemente em seu cabelo curto e escuro.



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