Na manhã seguinte, o sol estava brilhando.
Depois do café, Helena vestiu um macacão de linho leve e dirigiu até o Residencial Enseada de Jade, onde havia marcado de encontrar Isadora hoje.
Quando Helena chegou, Isadora já estava parada embaixo do prédio nove.
Ela usava roupas práticas e segurava uma trena e um caderno grosso. Ao ver o carro de Helena, sorriu e acenou na mesma hora.
— Helena, aqui!
Helena estacionou e caminhou até ela:
— Está esperando há muito tempo?
— Não, também acabei de chegar. — Isadora balançou o molho de chaves na mão, sem conseguir conter o sorriso no rosto. — Vem, vamos subir!
As duas pegaram o elevador para o décimo quinto andar.
Ao abrir a porta, o apartamento continuava exatamente como tinham visto naquele dia, com chão de cimento cinza e paredes no reboco. Mas, aos olhos de Isadora, aquele já era o lugar mais lindo do mundo.
— O Gabriel teve um imprevisto no trabalho hoje e não pôde vir, e o Leo foi para a escolinha. — Isadora disse enquanto abria a janela para ventilar. — Hoje somos só nós duas, vamos planejar tudo direitinho.
— Fechado. — Helena tirou da bolsa alguns rascunhos e fotos de referência que tinha separado na noite anterior. — Eu pensei em alguns projetos ontem, veja qual você acha mais bonito.
Isadora se aproximou para olhar.
— Olha essa parte da sala. — Helena apontou para o desenho. — Se você não fechar a varanda, a sala vai parecer pequena. A minha sugestão é fechála e integrar os dois ambientes. De um lado, você faz um armário até o teto para embutir a máquina de lavar e a secadora; do outro, deixa livre, podendo colocar uma mesinha ou cultivar algumas plantas.
— Isso é ótimo! — Isadora assentiu várias vezes. — Na casa antiga, a varanda era cheia de entulho, dava aflição só de olhar. Assim fica bem mais limpo.


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