Nicolas saiu do Residencial Magnólias e pegou um táxi direto para a empresa.
Mal entrou na área de escritórios, antes mesmo de chegar à sua mesa, foi parado por Marcelo, da equipe de tecnologia.
— Ei, Nicolas, já voltou? — Marcelo se aproximou sorrindo, segurando uma caneca.
Nicolas parou, exibindo um sorriso profissional impecável: — Precisa de algo, Marcelo?
Desde que Nicolas havia se tornado assistente de Matheus, muitas pessoas na empresa, assim como Marcelo, começaram a tentar se aproximar dele.
Todos sabiam que, embora o cargo de assistente não tivesse um nível alto, era o mais próximo do chefe. O assistente era quem melhor sabia com quem o chefe se encontrava, para onde ia e se estava de bom humor.
Manter um bom relacionamento com o assistente só trazia vantagens.
— Não, nada. Só vi que você saiu apressado agorinha e só voltou agora, deve ter sido cansativo, né? — Marcelo falou enquanto avaliava a expressão de Nicolas discretamente. — O Sr. Ferraz te mandou fazer o quê?
— Nada de mais, só fui entregar umas coisas. — Nicolas respondeu sem dar brechas.
Os olhos de Marcelo se moveram, e ele abaixou a voz, aproximando-se um pouco: — Entregar coisas? Aonde? Foi na casa do Sr. Ferraz?
Nicolas entendia tudo perfeitamente.
Apesar de estar na empresa há pouco mais de meio mês, ele já tinha entendido quase todo o jogo de relações do local.
Vendo que Nicolas ficou em silêncio, Marcelo achou que ele estava confirmando e sentiu uma onda de empolgação.
Ele conhecia muito bem o potencial atual da Swift Express.
Com quinze milhões na rodada de investimentos da Série A, o mercado de Rio Claro já estava se expandindo, e o volume diário de pedidos em Porto Real continuava subindo de forma constante. Nesse ritmo de desenvolvimento, a Swift com certeza se tornaria uma grande empresa no setor de serviços locais.



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