…
Nicolas bateu na porta do escritório e, ao ouvir um "entre", empurrou a porta.
Matheus estava sentado atrás da mesa, analisando relatórios.
— Sr. Ferraz, as coisas foram entregues. — Nicolas relatou respeitosamente.
— Hum. — Matheus nem levantou a cabeça. — Ela disse alguma coisa?
— A Helena agradeceu.
— Certo, entendi. — Matheus fechou o relatório. — Pode sair.
— Sim, Sr. Ferraz.
Nicolas virou-se e saiu do escritório, fechando a porta com cuidado.
O escritório voltou a ficar silencioso.
Matheus encostou-se na cadeira e olhou para o calendário de mesa.
Faltava menos de meio mês para o Ano Novo.
As questões da empresa já estavam basicamente organizadas. O centro de operações em Rio Claro teria funcionários de plantão durante o feriado, e a escala dos entregadores em Porto Real também contava com um planejamento para a data, garantindo pessoal suficiente para lidar com os pedidos.
Otávio, Carlos e os outros voltariam para suas cidades natais no ano novo.
Matheus girou a caneta entre os dedos, começando a refletir sobre o que faria neste feriado.
Ele era órfão, então não tinha o costume de fazer visitas. Embora Helena não fosse órfã, na prática, não havia muita diferença. Durante o feriado, os dois não precisariam se preocupar com reuniões familiares. Se tivessem tempo, até poderiam viajar para outro lugar.
Eram dez e meia da noite.
O carro preto entrou na garagem subterrânea do Residencial Magnólias.
Nicolas havia sido o motorista. Depois que o carro foi estacionado, Matheus ficou sentado dentro do veículo por um momento antes de abrir a porta e descer.


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