A Sra. Cecília Medeiros abriu o portão por completo e virou o corpo de lado para eles entrarem.
— Venham, entrem. Vou mostrar o quintal a vocês primeiro.
Helena e Matheus a seguiram até o quintal.
O sol de junho estava bom, e o piso de madeira tratada do quintal estava quentinho.
Helena olhou ao redor.
A área do quintal não era grande; visualmente tinha cerca de sessenta metros quadrados, mas a disposição era adequada.
Havia uma fileira de arbustos sempre verdes perto da parede, de altura ideal, que garantia privacidade e não bloqueava o sol por completo.
O piso era todo forrado com madeira tratada, firme ao pisar, e não havia sinais de estar solto ou apodrecido.
O pergolado no canto era uma estrutura de madeira branca, e ao lado havia uma jardineira separada com terra nova.
— A intenção era plantar glicínias ou rosas nesse pergolado — disse a Sra. Cecília sorrindo. — Mas depois que meu filho resolveu estudar fora, a casa ficou vazia e não deu tempo de plantar.
Helena assentiu, com o olhar focado na outra parte do quintal.
Havia um pequeno armário de material impermeável, aparentemente para guardar ferramentas de jardinagem.
Ao lado, ainda havia espaço para uma torneira e um ralo.
Matheus se abaixou e olhou cuidadosamente para a posição e o formato do ralo.
— E o sistema de escoamento do quintal? — Ele perguntou.
— O escoamento é muito bom. — Explicou a Sra. Cecília. — Na época da reforma, pedimos ao pedreiro para fazer uma inclinação; a água da chuva escorre para o ralo naturalmente e não empoça. Nestes últimos dois anos, as chuvas em Porto Real têm sido fortes no verão, mas o quintal nunca alagou.


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