Helena concordou.
Ela sabia que Matheus tinha razão.
Negócios são negócios.
Mesmo que fosse uma indicação de conhecidos, a negociação tinha que acontecer.
Só que precisava ter cuidado, não podia criar um desconforto para o intermediário.
Os dois terminaram de comer e arrumaram a mesa juntos.
À noite, Helena revisou novamente a lista de coisas a avaliar na casa para garantir que não estava esquecendo de nada.
Matheus observou a concentração dela e disse em voz baixa: — Eu dirijo amanhã e você anota.
— Certo.
...
No sábado, às nove e meia da manhã, os dois saíram no horário combinado.
Matheus ia dirigindo enquanto Helena ia no carona; ela tinha um caderno nas mãos e olhava pela janela de vez em quando.
O carro seguia a leste pela Avenida Beira-Lago, onde a rua ficava mais larga e as áreas verdes de ambos os lados ficavam mais bonitas.
Depois de cruzar a Ponte do Lago Oriental, os prédios começaram a ficar visivelmente mais espaçados.
Deixou de haver edifícios residenciais apertados e o local passou a exibir blocos mais baixos e geminadas com bastante espaço entre as construções.
Havia mais árvores, menos prédios, e o ar até ficava mais fresco.
— O lugar aqui é muito bonito. — Helena não pôde evitar dizer.
— Sim. — Matheus concordou. — Esta região do Setor Leste foi planejada há tempo, a densidade é bem controlada.
Depois de mais dez minutos, a portaria do Condomínio Aurora Lake apareceu.
O portão principal era em estilo europeu, com pilares de pedra acinzentada e portões pretos de ferro. Dois seguranças fardados ficavam na frente.
Matheus parou o carro na entrada e abaixou a janela.
— Olá, nós viemos ver a casa da Sra. Medeiros.
O segurança olhou a prancheta de registros e fez um aceno: — A Sra. Medeiros já avisou, podem entrar.
O portão abriu lentamente.
O carro entrou no condomínio.


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