Entrar Via

Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 293

"Nicole"

O celular vibrava na mão de Viktor pela terceira vez e, mais uma vez, a ligação caiu sem resposta. Ele ficou olhando para a tela por alguns segundos, como se aquilo, por si só, fosse mudar alguma coisa. Mas não mudou.

Ele tinha acordado e insistido em fazer uma ligação, mas o celular dele provavelmente tinha caído na rua, porque a unica coisa que eu tinha era apenas a carteira, logo tive que emprestar o meu.

Fiquei ali ao lado da cama, percebendo a expressão de preocupação dele, a cada ligação não atendida.

— Você vai continuar insistindo nisso? — perguntei, um tanto curiosa para saber para quem estava ligando.

Viktor não respondeu de imediato. Apenas tentou ligar de novo. Nada.

Quem era Viktor, afinal?

Ele fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando disfarçar a careta de dor. Ainda não estava bem; qualquer movimento mais brusco lembrava disso. Mas não era a dor que o incomodava naquele momento.

— Seja lá quem for, pode estar ocupado — insisti, cruzando os braços. — Ou sem sinal. Ou, sei lá, vivendo a própria vida.

— Não — Viktor respondeu, seco. — Tem alguma coisa errada.

Viktor finalmente baixou o celular, apoiando-o sobre a perna. O olhar estava distante, calculando, como se reorganizasse peças invisíveis.

— Alguém sempre atende — continuou ele, mais baixo. — Sempre atende. Preciso sair daqui.

Ele tentou se levantar e colocou as pernas para fora da cama. Ficou mais pálido e sentiu dor.

— Duvido que você vá chegar a algum lugar assim — fiquei olhando, sem ajudar. Eu só precisava de algumas respostas, mas ele estava dificultando.

Ele ficou de pé, respirou fundo. Usando a bata do hospital, não parecia nem um pouco ameaçador, mas estava mais forte do que antes.

— Onde estão as minhas roupas?

— No lixo. Rasgaram para te atender, fora que estavam sujas de sangue.

— Como é? — ele perguntou, bravo.

— Mas sobrou sua jaqueta — falei, apontando para um canto onde a tinha deixado.

Ele bufou e foi até ela, quase se arrastando.

— O médico não vai te dar alta, você não aguenta nem ficar em pé.

— Não importa, não preciso de autorização.

Eu não era babá de um homem adulto, que eu mal conhecia ainda por cima. Deixei que se virasse, e Viktor saiu porta afora. Discutiu com a enfermeira, depois com o médico, até conseguir assinar um documento assumindo a responsabilidade por sair do hospital sem recomendação médica.

E ainda deu um dinheiro para conseguir uma roupa, que na verdade era um uniforme da enfermaria. Ele tinha conseguido a alta, e eu não tinha conseguido nenhuma resposta, tudo que sabia era que alguém tinha pedido minha cabeça para ele.

Sem opção, corri atrás dele. Não podia deixar que fosse assim.

— Espera, eu te levo, seja lá para onde for.

— Não. Obrigado por ter me salvado, mas acaba aqui.

— Nem pensar — eu disse, entrando na frente dele. Ele era maior, mas ainda estava fraco e com dor. — Você não vai embora assim, ainda não me disse nada.

— Nem vou dizer.

— Não! — disse em alto e bom som, com a mão no peito dele, impedindo-o de ir. Ele quase gritou de dor e deu um suspiro. — Eu preciso de respostas, e você é o mais próximo que consegui até agora. Não vai conseguir se livrar de mim assim tão fácil. Eu vi você conversando com as meninas no Red Rose. Você é um deles, alicia as mulheres para trabalhar fora, engana, mente… nem quero pensar. Mas espero que tenha alguma humanidade dentro de você. Eu só preciso de uma resposta, uma luz, e vou embora, sumo da sua vida.

Ele pegou na minha mão, mas não a afastou; apenas se segurou em mim. Parecia prestes a desmaiar.

Capítulo 87 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido