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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 10

KADEN

«Os lábios dela nos meus, minhas mãos inexperientes acariciando, desajeitadas, a pele macia.

O cabelo loiro fazia cócegas no meu nariz e meus dedos tremiam de nervosismo, de tanto desejá-la, de não querer machucá-la na primeira vez de nós dois.

Éramos tão jovens, tão ingênuos e inocentes.

Meu desejo foi crescendo com o cheiro do corpo dela, ao senti-la tão pequena e submissa debaixo de mim; aquele monstro escuro se soltava dentro de mim.

Sem controle, movido por uma luxúria que eu nunca tinha sentido, mas eu confiava que conseguiria me segurar… não fazia ideia do quanto estava enganado.

Peguei o que quis e mais. A besta despertou pela primeira vez.

Eu rasguei e mordi, investi como o animal em que eu estava me tornando; não ouvi os gritos, nem os pedidos dela…

O melhor momento da minha vida virou um pesadelo quando abri os olhos e a encontrei destruída debaixo das minhas mãos cheias de sangue.

“Não… NÃO! Isolde… Isolde!”, gritei como um louco e chorei desesperado.

Apertei as mãos contra o pescoço dela, todo aberto pelas minhas presas, mas já era tarde demais.

Minha mate, a mulher por quem eu tinha esperado desde criança, minha companheira e amiga… me olhava com os olhos abertos e vazios, enquanto eu ainda estava enterrado dentro dela, tomando a virgindade da minha fêmea.»

— Não… não…

Eu me ouvia balbuciar, mergulhado em pesadelos horríveis que não me deixavam descansar.

Só que algo estava acontecendo no meu corpo, diferente do cansaço que eu sempre sentia por reprimir à força minha violência de lycan.

Alguém brincava entre as minhas pernas, o roçar de um cabelo fazia cócegas nas minhas coxas.

— Mnnn —gemi ao sentir a sucção no meu pau e dedos acariciando minhas bolas.

Eu dormia pelado e já não sabia se estava sonhando ou quem diabos tinha se enfiado no meu quarto pra me fazer um boquete.

Os sons molhados aumentaram, a língua rodopiava na glande, me arrancando arrepios.

Desci a mão e enfiei por baixo do lençol fino, afundando as garras em cabelos macios e sentindo o puxão daquela boca trabalhando meu pau para cima e para baixo.

Meu quadril se ergueu e meus olhos sonolentos captaram o brilho do loiro…

Eu adorava loiras e não sei por que minha mente adormecida pregou uma peça em mim.

Isolde já não era Isolde, e sim outra Omega que não queria ser minha Serafina, que me olhava com aqueles olhos claros cheios de tramas ocultas e fazia atentados contra mim pelas janelas.

— Ssshhh… ahh, isso, bebê… —empurrei a cabeça dela para me enterrar mais fundo na garganta apertada.

Queria castigá-la pela insolência, ver o rosto dela todo molhado de lágrimas enquanto eu arregaçava bem gostoso aquela boquinha insolente.

“Não é a Savannah, idiota, ela acabou de acordar!” O rosnado de Ash sacudiu meu cérebro por completo.

Me ergui de repente, arrancando o lençol para o lado e me deparando com Miska chupando o meu pau como uma jiboia.

— Que porra você acha que está fazendo?! —ruji, agarrando-a pelo próprio cabelo e a jogando pro outro lado da cama.

Ela caiu pesada, tossindo e praticamente nua em cima dos meus lençóis.

— Kaden… eu achei que…

— Não me chama pelo meu nome, quem te deu esse direito? —cortei, irritado.

A voz dela saiu rouca e eu olhei, com nojo, o batom vermelho borrado pelo rosto todo.

— Eu… uma vez você deixou eu te chamar assim… —murmurou, num tom de vítima, enquanto eu me levantava para pegar um guardanapo de papel e limpar a baba dela do meu pau.

Em algum momento eu devo ter deixado ela me chamar pelo nome, mas eu não ia parar de metê-la, quase gozando, só para corrigir esse detalhe.

— Levanta da minha cama e se veste, Miska; já que você está aqui, vamos conversar —virei para ela, olhando com olhos afiados.

Caminhei até o minibar, servindo um pouco de conhaque com gelo porque eu realmente estava precisando.

Do tormento à excitação, pra cair de novo na decepção. Que diabos eu tô fazendo com a minha vida.

Achei uma calça de moletom em cima da poltrona e vesti sem dar uma segunda olhada.

Eu ouvia ela fungar atrás de mim, e o cheiro doce demais me deixava enjoado.

Que drama para ser uma Alfa.

Quando voltei a encará-la, ela tremia, de cabeça baixa, no meio do quarto.

Sentei na poltrona de couro ao lado do aquecedor.

— Levanta a cabeça e olha pra mim quando eu falo —ordenei, e ela obedeceu… ela sempre obedece, não importa o quê.

— Que seja a primeira e última vez que você se enfia no meu quarto sem permissão —avisei.

— A gente transou várias vezes sem compromisso, eu não te enganei nem te prometi amor eterno. Você concordou, então agora não vem cobrar mais.

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