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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 13

ISABELLA

Nunca tinha me vestido tão rápido na minha vida.

Saí daquele quarto saturado de feromônios intensos e corri pelos corredores.

Se alguém viu minha roupa toda amarrotada, o cabelo bagunçado e a expressão assustada, como se eu estivesse sendo perseguida pelo estripador, eu nem reparei.

Thera farejou o caminho de volta e eu entrei no meu dormitório como quem tinha encontrado um refúgio seguro.

Passei direto pela salinha.

Kiara estava no banheiro, ouvi o som do chuveiro e a cantoria ridícula que ela cantarolava.

Me escorreguei para dentro do meu quarto e fechei a porta, me mergulhando na escuridão.

Minhas pupilas dilatadas, o peito subindo e descendo numa rapidez alarmante e o retumbar do coração ecoando nos meus ouvidos.

Quis apoiar as costas na madeira e outro chiado dolorido escapou dos meus lábios.

Doía, merda.

Caminhei até a mesinha e acendi a luz fraca do abajur.

Tirei o moletom e, quando olhei no espelho, vi o sangue das minhas costas manchando a camiseta.

Meus pulsos também sangravam um pouco e uma ardência pontuda corria pelo meu pescoço e pelos meus seios.

— Ssshh — sibilei ao tentar tirar a parte de cima, junto com o sutiã, mas ela grudava na minha pele em carne viva.

Caí sentada no chão de madeira, conseguindo me despir, quase deixando as lágrimas rolarem dos meus olhos.

“Estou te curando, aguenta firme, Isa”, Thera tentava me consolar, preocupada.

Ela já não estava brincando, a dor era intensa e dilacerante.

Quando olhei o reflexo das minhas costas, as lágrimas aumentaram.

Aquele entalhe maldito e grotesco tinha vindo à superfície, marcas vermelhas queimadas com ferro em brasa.

Elas cobriam praticamente toda a minha pele. Não sei por que a restrição do meu pai foi ativada.

“Seu poder de Serafina tentou se liberar rápido demais para responder à provocação do príncipe. Você precisa aprender a se controlar, Isa. Tem violência demais acumulada dentro dele…”

“Mas como? Como eu faço isso, se ninguém me ensinou…”

Thera ficou em silêncio, só me dando apoio, dizendo que, apesar de tudo, nunca ia me deixar sozinha.

Eu desabei como não fazia há muito tempo.

Levei as mãos ao rosto e abafei os soluços roucos de impotência.

Me encostei no colchão e fiquei ali por um tempo indefinido enquanto a noite avançava lá fora.

Aguentei o calor abrasivo que queimava minha coluna e controlava a minha vontade.

Lembrar daqueles feromônios frios de inverno me trouxe um pouco de alívio rápido, apesar de ter sido ele mesmo quem incitou tudo isso.

Ficar perto de Aurelius era perigoso. Aquele lycan podia acabar comigo.

Meu poder decadente de Serafina não era suficiente para a escuridão dele.

“E tem outro problema, Isa, acho que ele sentiu meus feromônios reais, você precisa passar o perfume enfeitiçado com mais frequência. Sinto muito, mas eu não consegui evitar… me excitar… o cheiro gostoso dele me atrai demais.”

Soltei um suspiro diante das palavras da minha loba.

Se não fosse pelo momento tétrico, eu sabia que ela estaria tagarelando só sobre indecências.

Mas eu preferia isso a continuar me afundando na miséria.

Consegui me levantar do chão com o corpo inteiro tremendo e encharcado de suor.

A marca ia se escondendo de novo debaixo da minha pele, mas a ardência ia continuar por um tempo.

“Vamos ter que apertar as doses deste mês. Meu pai disse que alguém estava me vigiando aqui na Academia, mas eu não sei quem é pra dar o recado de que eu preciso de mais disso.”

Resmunguei preocupada, indo até o baú onde eu escondia o frasquinho entre as roupas.

Eu ia passar um pouco mais daquele cheiro nojento que saturava o nariz da minha loba e ferrava com os sentidos dela.

Thera confundia muitas vezes os aromas e ficava desorientada com os feromônios azedos da Savannah.

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