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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 28

KADEN

Meu nome formal, gritado de forma tão desesperada, conseguiu atravessar a névoa da minha luxúria.

Minhas pupilas voltaram a focar em um ferimento horrível sobre um pescoço frágil.

As marcas dos caninos lycan se afundavam profundamente, estragando a pele de onde brotava um fio de sangue.

—Não, não… —comecei a negar—. Isolde… não…

Ver o cabelo loiro manchado de sangue trouxe lembranças horríveis à minha mente.

Minhas mãos trêmulas apertaram o corpo que estava frio sob o meu toque.

Eu estava machucando ela… revivia o meu pior pesadelo.

Eu a abracei com força e lambi o pescoço pálido dela, rezando para não perdê-la.

—Sinto muito, bebê, sinto tanto…

Eu confundi o passado com este momento, enquanto me agarrava às costas dela e lambia as feridas de novo e de novo.

—Está tudo bem… eu estou bem… —uma carícia lenta passou pelo meu braço ao redor da cintura dela.

A voz suave dela me tirou por completo da minha alucinação.

Olhei para o reflexo assustado dela no vidro, aquele rosto bonito e desafiador agora me encarava com medo no fundo das pupilas.

O meu próprio rosto era uma mistura de besta e humano.

—Savannah —murmurei o nome dela e a vi franzir a testa.

Ela devia me odiar de verdade.

Eu a tinha forçado e coagido só para quase estuprá-la.

Dei um passo para trás, me afastando dela o máximo que pude, vendo as marcas na pele dela, que não tinham nada de eróticas.

Minhas garras tinham se cravado brutalmente nos quadris dela, deixando sulcos feridos.

As coxas estavam avermelhadas por dentro pela fricção tão brusca.

Olhei para as minhas próprias mãos como se eu fosse um monstro atroz.

Se eu desse do meu sangue para ela, poderia curá-la agora…

Só a ideia voltou a instigar a besta.

—Você não quis fazer isso… —a voz vacilante dela soou—. Sou eu quem não soube usar o meu poder para te acalmar.

—Não justifique as minhas ações desprezíveis —respondi, ríspido, com raiva de mim mesmo.

— Você não é capaz de controlar a minha violência.

Olhei para ela me sentindo tão culpado pela umidade nos olhos dela e por como ela se encolheu diante das minhas palavras cruéis.

Mas essa era a dura realidade.

Na ficha dela dizia Serafina de primeiro nível, mas isso estava me cheirando a enganação da matilha dela.

O poder da Savannah era instável, imaturo.

Ela não conseguia controlar isso como queria e o pior… é que eu gostava…

Esse era o maior problema… a luz dela me atraía demais, a ponto de eu me perder e não conseguir voltar.

Ela não controlava a minha selvageria, ela fazia era incendiar ainda mais.

Fui até a minha jaqueta em cima de um sofá e a deixei cair sobre os ombros dela.

A pequena Ômega tremia e se abraçava ao próprio corpo seminu, tentando se manter em pé, embora desse pra ver que ela estava à beira de desabar.

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