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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 47

ISABELLA

Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, senti a presença dele cobrindo o meu corpo trêmulo, ajoelhado no meio do banheiro.

—Sua majestade, por favor, não é o que o senhor está pensando… —«é muito pior»—. Não quero falar disso agora…

Antes que eu conseguisse pensar numa resposta lógica pra dar, senti mãos calejadas segurando as minhas e impedindo que eu subisse a roupa.

—Eu não quis te assustar, tá tudo bem, não chora… —a voz dele ecoou, rouca, baixa…

E, de fato, eu não tinha percebido que meus soluços continuavam.

Eu estava vulnerável demais agora, e a última coisa que eu precisava era de um interrogatório.

O que eu diria pra ele? Que isso tinha sido feito pelo meu próprio pai pra dar mais poder à verdadeira Savannah?

—Calma, eu não vou perguntar nada por enquanto, fica tranquila, pequena… —eu fiquei com as costas curvadas, sentindo a presença esmagadora dele.

Cerrei os punhos e só a respiração pesada de nós dois enchia o cômodo.

Os dedos de Kaden subiram devagar e eu estremeci ao senti-lo acariciar ao redor da pele marcada.

Eu tive vergonha de ele ver algo tão horrível gravado no meu corpo.

—Por favor… sai… —minha voz falhou um pouco.

—Não —a resposta dele carregava uma dominação sombria—. Eu não vou te deixar sozinha com isso.

—Sua majestade…

—Diz o meu nome, até agora mesmo você me chamava pelo meu nome —os lábios dele grudaram na minha orelha, fazendo eu esquecer por um segundo a dor.

Eu não tinha forças pra contrariá-lo.

—Aurelius, por favor…

—Aurelius não —ele resfolegou.

—Kaden… por favor… —de alguma forma, chamar ele agora pareceu íntimo demais.

—Você me curou apesar do que eu tentei fazer com você… —ele fez uma pausa que tinha milhares de palavras—, agora deixa eu te curar.

Abri os olhos cheios de umidade e olhei pro chão. Alguém já tinha se preocupado alguma vez com as minhas feridas?

De repente, eu me vi querendo ceder em tudo e não pensar em nada.

—Tá bom —a palavra saiu dos meus lábios com um suspiro de alívio.

Eu ouvi ele se levantar e encher a bacia vazia com água da banheira.

Olhei de canto as feridas dele e, Deusa… a maioria já estava fechada.

Que tipo de genética maluca era a da família real?

—Apoia as mãos na borda da banheira e fica um segundo de joelhos —ele me ordenou, de novo rondando atrás do meu corpo.

Como hipnotizada pelas ordens dele, eu fiz o que ele pediu.

Meus braços se apoiaram na borda larga de madeira, os seios expostos balançaram quando eu me inclinei pra frente.

Eu me ajoelhei com um sibilo de dor.

As mãos enormes de Kaden foram pros meus quadris e eu senti ele puxar meu body pra baixo.

Eu estremeci, como uma última resistência a ficar nua na frente daquele homem, mas quando o tecido desceu pela minha bunda, eu não resisti.

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