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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 52

KADEN

Enquanto eu corria pela floresta como uma fera, procurando por ela, eu sentia o desespero crescer cada vez mais dentro de mim.

Antes de chegar àquela clareira, a besta já estava rugindo no meu interior e o meu lobo exigia destroçar quem ousou tocar no que era nosso.

Ver aqueles caras abusando da Savannah, batendo nela, o cheiro do sangue dela e os gemidos de dor fizeram o monstro escapar da jaula.

Eu não me lembrava de mais nada, perdi completamente o controle e só pensava em matar, até que outro sentimento se enfiou no meio da escuridão que me cercava.

Eu me vi através dos olhos da minha besta, erguendo a mão contra ela.

Eu estava fazendo a mesma coisa que aqueles filhos da puta, ou pior… porque eu ia direto destruir o que mais me importava.

“¡NÃO!” eu rugi por dentro e parei as garras no ar, olhando direto nos olhos dela, em pânico, ferida, enquanto ela sumia no ar, escapando com um feitiço de magia.

Meu lobo uivou e eu senti que, pela primeira vez em muito tempo, a gente conseguiu se sincronizar.

A besta, o lobo e eu. Nós três éramos um todo, mas poucas vezes conseguíamos nos unir.

Por um segundo eu controlei o meu lycan e deixei ela escapar. Ash vestiu a pele mais selvagem dele e uma realização rugiu no meu peito… ela era minha.

Savannah estava aterrorizada e o cheiro dela ficou muito confuso… mesmo assim, algo vibrou na minha alma lycan, algo que me puxava até ela de um jeito primitivo.

Foi rápido e, do mesmo jeito que veio, escapou das minhas mãos, assim como o autocontrole também escapou.

Alguém me atacou por trás e eu me virei, tomado de raiva, pra ver o lycan do Darius avançar de novo pra cima de mim.

Ele estava sendo fiel, tentando me impedir de assassiná-la.

Dessa vez eu não me deixei afundar na loucura, tirei as garras e tentei mudar de novo, chamando meu lobo pra unir forças contra a nossa própria violência.

Só que não era tão fácil… eu voltei a agir por puro instinto, como um animal de verdade.

Mas quando eu voltei à consciência, eu estava em cima do Darius, batendo nele com tanta força que ele já quase não respondia.

No peito dele tinha um ferimento enorme das minhas garras, jorrando sangue sem parar.

“Não, não, foge, Darius, corre, maldição, não fica pra morrer, seu maldito louco!” eu ordenei, implacável.

O lobo dele reagiu à minha ordem e Darius abriu os olhos, gemendo de dor, lutando pra se levantar.

“¡CORRE, MALDIÇÃO!” o rugido saiu de entre as mandíbulas ensanguentadas, de pé sobre duas patas, naquela clareira, com a luz da lua iluminando essa carnificina.

Eu vi Darius fugir, correndo pra outra direção da floresta, tropeçando.

Minha perna se moveu pra ir atrás dele, mas eu lutei, com garras e dentes como nunca, pra não caçá-lo.

“Reage, maldição, reage, Ash, luta contra a ira!” o fogo da raiva estava consumindo a gente.

Tanto poder era difícil de controlar e a família real sofria ainda mais.

Eu, entre todos, desde a primeira vez que me transformei, fui uma calamidade.

Mas desta vez tinha um pensamento fixo que nos unia… encontrá-la.

A enorme cabeça do lycan se ergueu no ar e eu olhei entre os galhos pra um ponto na floresta que estava me chamando.

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