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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 53

KADEN

Eu não me importava de ficar apertado, eu tinha ela praticamente deitada em cima do meu peito, debaixo da manta, e pra mim era simplesmente perfeito.

A gente tinha brincado com qualquer besteira, relaxados como nunca, conversando sobre coisas íntimas que eu não compartilho com qualquer um.

Sem precisar usar a minha maldita máscara de indiferença e perfeição. Mas eu também esperava ela relaxar pra fazer as perguntas sérias.

Savannah ficou tensa, ela não queria falar comigo sobre aquele assunto, mas eu não ia deixar passar, eu precisava que ela confiasse em mim, precisava fazer alguma coisa pra ajudá-la.

—Eu… —ela hesitou, mergulhada na escuridão, se refugiando no meu peito.

Só o fogo fraco da lareira iluminava o quarto com sombras e rastros quentes.

—Eu sou um pouco parecida com você —ela disse num suspiro, e eu franzi a testa.

—Como assim? —procurei o queixo dela e fiz ela olhar pra mim.

Ela apoiou as mãos nos meus peitorais e eu vi de perto aqueles olhos lindos… erráticos, olhando pra todo lado, menos pros meus.

—Bom… o meu poder de Serafina também não tá muito bem, ele sai do controle e pode me machucar… meu pai fez isso pra me ajudar…

—Seu pai deixou colocarem em você um feitiço tão cruel! —eu rugi sem conseguir evitar, e o corpo inteiro dela tremeu.

—Desculpa, bebê, porra… eu não quis te assustar, mas Sa… —eu reprimi o nome Savannah.

Eu também não entendia por que ela odiava tanto o próprio nome, ela não gostava do som, ou tinha uma razão ainda mais escabrosa por trás?

Embora eu confesse que Aurelius, o nome do meu avô, também não era o meu preferido.

Eu peguei ela pela cintura com um suspiro e fiz ela se sentar, ereta, entre as minhas pernas.

—Olha pra mim —eu segurei o queixo dela, nada de fugir—. Não se assusta, eu não me importo que seus registros tenham mentido sobre isso de você ser uma Serafina de primeiro nível.

—Mas eu sou —ela me interrompeu com a voz tremendo—. Só… só que ultimamente eu tenho tido problemas pra controlar o meu dom, por isso o Alfa selou pra… evitar que eu me machucasse.

Ela completou entre dentes.

Eu não sei por quê, mas eu sentia que tinha mentira aqui.

Eu fiquei encarando ela e sei que ela lutava pra sustentar meu olhar.

—Tá… —por fim eu decidi acreditar, mas eu ia investigar por conta própria.

Agora ela já não é qualquer coisa pra mim, alguma coisa mudou entre nós e eu não pretendo fugir mais dos meus desejos.

—Por isso você tava interessada em ser a ajudante do professor de Alquimia? Você tá procurando um jeito de controlar seu dom com magia? —a possibilidade me veio do nada.

—Como você sabe do professor Leonardo?

—Não chama ele com tanta intimidade —eu segurei as bochechas dela e apertei, fazendo os lábios dela virarem um biquinho delicioso.

Eu me inclinei pra mordiscar, era o castigo dela, eu via muito bem a admiração com que ela olhava praquele pomposo.

Eu também não ia confessar que vivia bancando o perseguidor, perguntando pro Darius ou pro William o que ela fazia quando eu não estava vigiando ela nas aulas.

—Você gosta daquele idiota?

—O quê?! Não, não! —ela começou a negar, mesmo presa no meu aperto.

—Eu tô te vendo nervosa, confessa —eu empurrei ela na cama e montei a cavalo nas coxas dela.

Fiz ela levantar as mãos acima da cabeça, controlando ela.

Minha mão livre foi acariciar por baixo do pijama folgado.

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