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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 91

ISABELLA

Eu mantinha a cabeça baixa enquanto escutava o som das botas no andar de cima.

Eu estava sentada sobre o colchão velho, tentando me livrar do grilhão que prendia meu tornozelo e me confinava a este porão mofado.

Foi pra cá que me trouxeram depois de eu perder a consciência na floresta.

O pior era o sádico que morava no andar de cima.

Como eu pude ser tão cega com o verdadeiro caráter de Elliot?

“Isa, ele tá vindo de novo”.

Thera me avisou, tensa, alerta, e eu levantei a cabeça pra ver o pozinho caindo das tábuas do teto enquanto ele se aproximava das escadas do porão.

Escondi na minha mão um prego que eu tinha conseguido arrancar com muito esforço da cama de madeira e me enfiei na escuridão do canto.

Vários sibilos escaparam dos meus lábios rachados.

Meu corpo inteiro estava machucado por aquele selvagem, por eu resistir às investidas nojentas dele.

Minha loba, ferida na minha consciência pelo assédio constante do Beta.

Mas a gente preferia que ele nos matasse de pancada antes de ceder aos desejos lascivos dele.

O som das botas descendo se sincronizava com as batidas barulhentas do meu coração.

Através das sombras, eu vi ele se aproximar com um copo de água nas mãos.

—Vejo que você não voltou a comer… se a ideia é morrer de fome, saiba que você só tá se enfraquecendo à toa —ele me disse, com um sorriso duro naquele rosto cínico.

Claro que eu não ia comer algo que com certeza tinha alguma droga.

Ele arrastou uma cadeira velha e sentou ao lado da caminha.

Esticou a mão pra pegar meu pé, mas eu puxei na hora, apertando os lábios de dor quando a pontada do tornozelo em carne viva subiu pela minha perna.

—Você sabe que só tá se dando essa vida miserável porque quer. Você podia estar no andar de cima comigo…

—Na sua cama, né? —eu disse, sem aguentar mais tanta besteira.

—Sim, antes você não se incomodava de estar nela, você até implorava pra eu te foder, agora por que ficou tão insuportável? —ele inclinou a cabeça, com uma curiosidade fingida.

—É por causa daquele cara? —a pergunta dele desceu pra um tom perigoso e os olhos dele cintilaram.

A corrente tilintou quando eu me encolhi no canto.

Por mais corajosa que eu fosse, a dor dos abusos dele me fazia ter medo.

Ele me olhou por um segundo, franzindo a testa, e depois colocou o copo de água na mesinha, baixando a hostilidade.

—Ou é só porque você ainda tá com raiva de mim?

Eu tinha mesmo que responder uma pergunta tão idiota?

Mas Elliot hoje estava conversador, e disse algo em seguida que chamou a minha atenção.

—Eu tinha que fazer isso, Bella, eu não podia deixar seu pai me expulsar da matilha e ele tinha descoberto sobre nós —ele disse, com um suspiro “arrependido”, se escorando na cadeira que rangeu sob o peso dele.

—Mas agora que você tá comigo, eu não vou te deixar ir embora de novo. Eu só estava esperando o momento de tomar a matilha e já estou a um passo…

—Que merda você tá falando? —minha voz saiu rouca pela secura, eu lutava contra a vontade de olhar pro copo de água gelada suando em cima da mesinha.

Eu estava desde ontem à noite sem beber, esse maldito sádico tinha trazido de propósito.

—Bem, não vejo por que não confessar meus planos pra você, no fim você nunca mais vai sair do meu controle —ele disse, com um sorriso torto.

—Além disso, talvez assim você entenda que eu só queria te libertar também do seu pai tirano —ele se inclinou pra frente, me encarando.

—Isabella, eu vou me tornar o próximo Alfa da matilha e vou te fazer minha Luna.

Fiquei em silêncio por um segundo, quase com vontade de rir na cara dele e chamar ele de doente.

Só que ele parecia falar muito sério.

—Eu sei que você não acredita em mim —ele bufou.

—Mas eu não trabalho de verdade pro seu pai há muito tempo. Eu sirvo à verdadeira chefe nas sombras, e o Alfa não passa de um manequim.

—Você tá falando… da feiticeira? —as palavras saíram antes mesmo de eu pensar direito.

Um sorriso entortou aqueles lábios cruéis.

—É isso que eu adoro em você, o quanto você é inteligente…

Ele disse, se aproximando mais da cama, comecei a notar as mudanças nele, a luxúria aparecendo na expressão dele.

—Quando a gente conseguir a aliança com os feiticeiros e mostrar a passagem oculta pelas montanhas até as terras Faes, então não vai mais precisar fingir…

Eu fiquei quieta, aguentando as mãos dele subindo pelas minhas pernas.

Eu queria que ele continuasse falando.

Eu estava completamente nua e só me cobria com a manta precária.

A parede fria nas minhas costas me impedia de recuar, enquanto aquele monstro tentava me estuprar.

Apertei o prego com força atrás da minha mão.

—A gente nem vai ter medo do Rei Lycan, vamos ser protegidos pelos feiticeiros, seu príncipe de merda não vai valer nada, e seu pai menos ainda.

A mão dele foi segurar meu queixo, enquanto a outra se fechava no meu joelho, fazendo pressão pra eu abrir as pernas.

—A feiticeira vai fazer o pacto dela e me prometeu o lugar do Alfa, eu vou te entregar a cabeça do seu pai como presente. Eu te desejo como minha Luna, mas preciso saber se você ainda sente alguma coisa por mim…

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