A porta se fecha atrás de nós com um clique que ecoa pelo corredor silencioso.
Eu o encaro por um momento, só então dando um passo para trás ao perceber o que ele fez — e onde estamos.
— Você está no quarto errado — digo, mantendo a voz firme, mesmo com meu coração martelando no peito.
— Sei exatamente onde estou — ele responde, sem desviar o olhar.
O silêncio entre nós se estende, denso, carregado.
Eu, tentando entender o que ele pretendia me trazendo para cá. Ele, como se ponderasse o próximo passo.
— Afinal, o que você quer aqui, Ettore? — pergunto, quebrando o clima sufocante.
— Essa nova postura… essa confiança — ele diz, se aproximando um pouco mais. — Não esperava por isso.
— Lamento desapontá-lo, Sr. Bianchi — retruco, com uma calma que não sinto nem de longe.
— Não me desapontou — rebate, e um sorriso malicioso brinca em seus lábios. — Muito pelo contrário.
Ele dá mais um passo, e seu perfume me envolve antes que eu consiga recuar.
— Você deveria… ir — murmuro, a voz falhando no final.
Seus olhos descem para minha boca, demorando ali mais do que deveriam, tornando o ar mais pesado, mais elétrico.
— Ettore… — começo, mas não sei o que quero dizer.
E, como se um fio invisível nos puxasse, nos movemos ao mesmo tempo.
Não sei quem se aproximou primeiro. Não sei quem cedeu. Só sei que, de repente, sua boca está na minha — urgente, quente, e faminta.
O beijo é intenso, desesperado, como se estivéssemos tentando continuar algo que começamos na noite de núpcias.
Minhas mãos sobem até seu peito, num impulso de afastá-lo… mas em vez disso, agarram sua camisa, puxando-o para mais perto.
Uma das mãos dele prende entre meus cabelos; a outra segura firme minha nuca, aprofundando o beijo.
Num movimento rápido, ele me ergue e, sem nem pensar, minhas pernas se prendem em sua cintura.
Ettore nos leva até a cama sem parar de me beijar. E então caímos sobre os lençóis, ainda presos um no outro, como se não houvesse amanhã.
Seus lábios deixam os meus, descendo para meu pescoço e arrancando um gemido baixo que parece apenas encorajá-lo a continuar.
Lentamente, suas mãos exploram meu corpo, como se estivesse reaprendendo cada curva, cada contorno. Até que seus dedos encontram o zíper na lateral do meu vestido.
Ele começa a baixar o zíper, os lábios ainda colados ao meu pescoço. Me perco no calor do toque, no arrepio que me percorre inteira.
— Ettore…
— Não fala… — ele murmura, colando a boca à minha de novo, mais devagar dessa vez. — Me deixa… só por hoje… fingir que outro homem não te tocou assim.
Silêncio.
De repente, o corpo dele contra o meu parece pesar uma tonelada.
Demora um segundo para processar. Outro para doer.
Do que adianta me entregar hoje, se amanhã Ettore voltará a me odiar pela traição que…

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