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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 23

“Ettore Bianchi”

Minha voz corta o silêncio do escritório, fazendo Liz tremer e apertar as folhas que segurava, visivelmente assustada.

Ela vira o rosto na minha direção, estreitando os olhos para tentar me encontrar na penumbra.

Estou aqui há pelo menos meia hora, sentado na poltrona no canto escuro do escritório, um copo de whisky na mão, perdido em pensamentos tumultuados.

Pensamentos sobre lábios macios, cabelos sedosos e a versão de Liz que agora me desafia em vez de recuar.

Ela só não me viu antes porque se distraiu demais olhando os desenhos medíocres que o departamento me entregou hoje.

— Eu… estava indo para a biblioteca — ela explica, colocando novamente os papéis sobre a mesa. — Mas vi a porta aberta.

Me levanto da poltrona e me aproximo lentamente, ainda segurando o whisky na mão.

— Então decidiu fuçar nas minhas coisas — completo, parando a uma distância segura. Perto o suficiente para sentir seu perfume, longe o bastante para não perder o controle novamente.

— Não estava fuçando — ela se defende, erguendo o queixo. — Apenas… fiquei curiosa quando vi que eram desenhos.

A camisola de seda que ela veste, visível sob o robe frouxamente amarrado, me lembra de maneira torturante de como estávamos há quase duas horas.

De onde minhas mãos e minha boca…

— Esses são os designs para a nova coleção — digo seco, tentando afastar esses pensamentos. — Não são exatamente segredos de Estado, mas, ainda assim, prefiro que não mexa nas minhas coisas.

Estreito os olhos para ela, esperando que se desculpe e saia. Seria mais fácil assim, mas ela nem se mexe, apenas volta o olhar para os desenhos.

— Estão tentando mesclar elementos clássicos com contemporâneos — comenta, inclinando-se para apontar uma das folhas. — Mas parece forçado. Fica parecendo que juntaram coisas que não combinam.

Sua observação me pega desprevenido. É exatamente o que pensei quando vi os desenhos: como se uma coisa não pertencesse à outra.

— Você notou isso em segundos — digo, dando um gole no whisky para esconder minha surpresa.

— É bem fácil — ela responde, desviando o olhar para mim. — A linha masculina, por exemplo… eles estão tentando imitar a Armani, mas tentando disfarçar com detalhes mais jovens. O resultado é confuso, sem personalidade própria.

Me aproximo um pouco mais, coloco o copo sobre a mesa e paro ao lado dela para examinar os desenhos novamente.

Ver Liz analisar um trabalho me atrai do mesmo jeito que me atraía antes. Nesse quesito, merda nenhuma mudou, pelo visto.

— O que você faria diferente? — pergunto, realmente interessado na opinião dela.

Liz franze as sobrancelhas, me encarando como se tentasse entender se estou sendo sincero.

— Não tentaria combinar estilos tão diferentes — responde, apontando para outro desenho. — Tentaria criar algo realmente novo, algo que refletisse a história da empresa, mas com uma visão para o futuro.

Pego o desenho que ela indica e, mesmo sem entender muita coisa, é inegável que ela tem razão, claro. O departamento está tentando criar algo inovador, sem realmente arriscar.

23.  A Receita Perfeita 1

23.  A Receita Perfeita 2

23.  A Receita Perfeita 3

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