Contos Eróticos: O Ponto I romance Capítulo 7

Algumas pessoas pensam que ser nerd é assistir todos os episódios da série de televisão The Big Bang Theory. Mas ser nerd mesmo é ficar por horas com a cara enfiada entre livros apenas para provar ao seu professor de física do quinto ano que seu método para resolver os problemas é mais rápido e eficiente.

Claro, esse tipo de atitude pode atrair inimizades dos alunos que não sejam capazes de acompanhar seu ritmo em sala de aula. E também a hostilidade de professores que não gostam de ter seus métodos de ensino contrariados.

Mas não importa, se você for esse tipo, não sinta vergonha de si mesmo por ser mais inteligente que os outros ao seu redor. Em algum momento na sua vida irá encontrar outros como você.

E com sorte poderá ser uma linda garota de olhos azuis, cabelos dourados e sorriso capaz de derreter o Ártico. Esse fora o ensinamento de Diogo para seu terceiro filho, Leonel, que seguira cada palavra à risca.

Hoje, o rapaz, agora com vinte e cinco anos, acreditava na sabedoria do pai.

Trixie St. Luna, a beldade mais conhecida do colégio Delphine, encarava um dos três monitores da enorme mesa ao lado do sujeito. Leonel sempre se sentia incomodado quando concordava em estudar com ela. A loira de vinte e dois anos tirava sua concentração frequentemente.

Com seu charme e sua beleza quase incomparáveis, ela o excitava apenas com sua presença e sabia disso. Nunca haviam namorado nem tido qualquer tipo de relacionamento mais sério, mas sempre transavam casualmente.

Não oficialmente eram um casal que se completava em tudo, fosse por sua beleza, pelas famílias ricas e influentes, por sua inteligência ou na cama.

—Pare de me fitar assim – dissera o sujeito para a garota que havia parado o encarando enquanto explicava sobre o código que analisavam – Você acaba com a minha concentração.

—Te faço se concentrar em algo melhor ou pior? – indagara Trixie.

—Muito melhor, mas estou lhe ensinando nesse momento. Sexo entre aluna e professor é antiético – dissera Leonel ironizando a situação.

—Eu não conto se você não contar – sorrira a garota.

Aqueles joguinhos eram comuns entre os dois. A moça enganava bem com seu jeito de quem não levava os projetos a sério, mas era quase tão inteligente quanto Leonel. E ambos sempre acabavam fodendo quando se encontravam.

—Eu não entendo essas equações que os professores apresentam – dissera o rapaz apontando para a tela maior com uma caneta – Eles pedem a solução para um problema e apresentam uma fórmula rasa e vaga, limitando o potencial dos alunos. Eu acrescentaria diversas variantes para dividir melhor conjuntos específicos, funcionários casados, solteiros, com ou sem filhos, registros para férias, promoções, bônus. Como podemos elaborar um aplicativo de controle de RH com o mesmo número de opções que peças num tabuleiro de damas?

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