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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 108

Nate Donovan”

Lúcia congelou. O choque estampado nos olhos dela me atingiu, antes mesmo de o gelo percorrer minhas próprias veias.

Levantei-me tão rápido que a cadeira arrastou pelo chão, arrancando olhares de todos ao redor.

“Yolanda, chega. Para com essa merda agora.”

“Merda?!” Ela riu alto, um riso histérico que fez o salão inteiro silenciar. “Você me troca por essa… essa piriguete barata, e ainda tem a audácia de me enfrentar em público?!”

“Você e eu não temos mais nada.” Minha voz saiu firme, gelada. “Os papéis do divórcio foram assinados. Ou já se esqueceu disso também?”

“Foda-se esses papéis!” O grito dela reverberou como um trovão. “Eu avisei que nunca aceitaria outra no meu lugar, e não vou! Você pode até tentar, Nate, mas essa vagabunda não vai conseguir nada com você. Esse homem tem dona, e sou eu.”

Lúcia pegou a bolsa, já pronta para sair, mas estendi a mão, segurando-a. “Não. Você não vai a lugar nenhum.” Encarei os seguranças imóveis na porta. “Alguém pode, por favor, tirar essa mulher daqui? Ela está afrontando a mim e à minha noiva. E eu não vou aceitar isso.”

O salão engoliu em seco. O murmúrio cresceu como fogo.

“NOIVA?!” O rosto de Yolanda ficou vermelho, os olhos injetados. “VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO COMIGO!”

Antes que eu pudesse me mover, o som da taça estilhaçando contra a mesa ecoou como um tiro. O vinho voou pelo ar, respingando no vestido azul-marinho de Lúcia, escorrendo pela pele dela como sangue.

“VOCÊ PERDEU O JUÍZO?!” Berrei, avançando um passo, mas Lúcia já estava em pé, tremendo de raiva.

“Você é doente!” Lúcia cuspiu, os olhos faiscando. “Quem você pensa que é pra me humilhar desse jeito?”

“CALA A BOCA, VADIA!” Yolanda urrou, e tentou se lançar sobre ela.

Me atirei no meio, prendendo os braços dela com força. O ódio latejava dentro de mim, cada músculo em tensão.

“Se encostar um dedo nela, eu te faço engolir cada dente dessa boca.”

“ME LARGA!” Ela se contorcia, berrando, a voz cortando o ar. “VOCÊS VIRAM? ELE ME AGREDIU! ELE ME AGREDIU!”

O caos explodiu. Celulares levantados, flashes piscando, gente sussurrando, gravando, se levantando das mesas. O restaurante inteiro virou uma arena.

“Levem essa mulher daqui AGORA!” rosnei, largando Yolanda apenas para que os seguranças a segurassem. “Se ela encostar mais uma vez na minha noiva, eu não só destruo a vida dela, eu enterro este lugar inteiro.”

Yolanda se debatia, gritando como um animal selvagem. “VOCÊ É MEU, NATE! VOCÊ SEMPRE VAI SER MEU! ESSA RIDÍCULA NUNCA VAI TE TER!”

“Acabou, Yolanda!” A minha voz reverberou como uma lâmina cortando o ar. O peito queimava de fúria, mas cada palavra foi firme. “Você não tem nada aqui a muito tempo. Uma mulher capaz de vender a filha é capaz de qualquer coisa por dinheiro." os oh no salão foi ainda maior.

Os seguranças a arrastavam porta afora, e ela cuspia veneno até o último segundo, ameaçando, berrando, amaldiçoando.

E então o silêncio caiu. Um silêncio tenso, sufocante, com dezenas de olhos e celulares ainda apontados para nós.

Lúcia estava ali, o vestido arruinado, o rosto ruborizado de ódio e vergonha. A imagem dela assim me partiu mais do que qualquer ataque de Yolanda.

“Vamos embora.” Toquei no braço dela.

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