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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 20

(Gente, cometi uma gafe, e publiquei o capítulo 20 e não o 19. Releiam o anterior, o 19 correto, por favor 18/07/25.)

Nathaniel Donovan

Os gritos dela foram o estopim.

Mas foi a frase que veio antes que me fez atravessar a porta sem pensar duas vezes.

"Você tá me machucando!"

Foi ali que não tive mais dúvida: eu precisava intervir.

Empurrei a porta com força. Ela bateu contra a parede com um estrondo seco. Eduardo soltou Lúcia no ato, e ela cambaleou para trás.

Meus olhos se fixaram nele. Frio. Calmo. Letal.

"Está acontecendo alguma coisa aqui?" perguntei, a voz baixa, mas cortante.

Eduardo virou-se, rindo, como se aquilo tudo fosse uma piada qualquer.

"Relaxa cara. Eu e Lúcia estamos apenas conversando para reatar." Ele olhou para mim de cima a baixo. "Pode ir embora, assistente. Isso aqui é apenas entre nós."

"Não seja mentiroso, Eduardo. Não tem nada de reatar não e quem tem que ir embora é você."

Caminhei até o centro da sala, tirei o blazer do braço e o joguei sobre a mesa ao lado dela, sem pressa.

"Olha... eu acho bem pouco provável que Lúcia queira qualquer coisa com você... depois que me conheceu."

O olhar dele mudou.

Aquela máscara de deboche escorregou, revelando algo mais feio por baixo.

Ele deu um passo à frente, cerrando os punhos.

"Acha mesmo que é tão melhor que eu?" olhei para Lúcia, que parecia mais branca que o normal.

"Acho. A primeira coisa que eu não faço, e intimidar mulheres. Acho que já temos um bom ponto aí." Coloquei as mãos no bolso estudando sua postura e me perguntando, por que eu ainda aturava aquele canalha na minha empresa.

"Eu não estou fazendo nada. Lúcia e eu precisamos conversar e marcamos..."

"AH !! Para! Eu não marquei nada. Suma daqui, Eduardo. Vai pro inferno e me deixe em paz."

"Você ouviu a moça. Vá embora e tudo ficará bem, senhor James."

"Você está me mandando sair? Quem você pensa que é para mandar qualquer coisa?"

Encarei de volta, firme.

"Você vai sair por bem ou por mal. E eu não estou com muita paciência, então vou facilitar as coisas..." dei um passo para o lado, deixando o acesso livre para ele.

Ele avançou alguns passos, chegando perto de mim, rindo como se tivesse ouvido a coisa mais absurda do mundo.

"Você acha que eu vou te obedecer, assistente?" cuspiu com escárnio. "Você tá se achando demais pra alguém que chegou ontem. Eu e Lúcia temos uma história. Vocês só tiveram um casinho barato. Agora dá o fora."

Não esperei.

O soco saiu com precisão.

Acertou em cheio o rosto dele e o fez cambalear dois passos pra trás, tropeçando em um dos pés da cadeira.

Lúcia gritou e correu até mim, agarrando meu braço.

"Nate, para! Por favor!"

O sangue do nariz dele começou a jorrar e sorri satisfeito. Lúcia fez menção de ir até lá, mas não deixei, a segurando do meu lado.

Então dois seguranças da empresa entraram com rapidez, alertados pelo barulho.

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