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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 19

Lúcia Mendes

O som da porta se abrindo me fez erguer os olhos na expectativa.

"Nate?"

Mas assim que vi a silhueta no vão da porta, meu estômago revirou. O calor subiu pelas minhas bochechas como fogo. E não era vergonha.

Era raiva. Daquela que pulsa nas veias, trinca os dentes e estoura por dentro.

"Eduardo?" minha voz saiu seca. "O que você está fazendo aqui?"

Ele entrou como se fosse dono do lugar, ignorando totalmente a minha expressão. Os olhos percorreram a sala lentamente, analisando cada detalhe com aquele olhar arrogante e superior que me dava náuseas.

"Não sabia que as salas novas da empresa vinham com tanto mimo," disse com um sorriso torto. "Você deve ter feito algo muito bom pra conseguir essa vaga."

"Fiz sim. Fiz meu trabalho bem feito, entreguei produtividade. Não fiquei apenas como um enfeite como uns e outros."

"Eu sei. Você sempre foi a melhor nisso. Sempre se dedicou mais que os outros, por isso a diretoria te adorava."

"Adorava? Ah claro. Eu era a escrava de vocês. Fazia tudo que era necessário para ser reconhecida, mas vocês não tinham interesse em me reconhecer, apenas de me usar como burro de carga."

"Não seja dramática Lúcia. Nunca a vimos assim. Sempre vimos seu valor."

"Fale de uma vez o que você quer, e saia daqui. O senhor Jones não quer ninguém aqui sem a autorização dele, e tenho certeza que você não tem."

"Lúcia, eu só vim conversar."

Bufo, sem dar o prazer de uma resposta imediata. Voltei meu olhar para a planilha na tela e me forcei a manter a calma.

"Você tem dois minutos para sumir daqui antes que eu chame os seguranças."

Ele ergueu as mãos, como se estivesse brincando.

"Calma, gatinha. Não mereço um minuto do seu tempo?"

"Não! E não temos nada pra conversar. Vá embora, Eduardo."

Coloquei a mão sobre o telefone da mesa.

Foi aí que ele me encarou de verdade. O sorriso escorregou e deu lugar a uma sombra no olhar.

"Então é assim que vai ser?"

"É exatamente assim que vai ser. Você escolheu desse jeito. Não tenta fingir que não sabe."

Por um instante, ele ficou em silêncio. Respirou fundo, ajeitou a gola da camisa e soltou um suspiro dramático.

"Eu errei, Lúcia. Tá bom? Eu errei com você. E demorei pra perceber o quanto. Desde que você me deixou... tudo ficou uma merda."

"Ah, claro. A culpa é minha por você ter me traído."

"Não." Ele levantou as mãos. "Eu sei que fui um babaca. Que fui frio, duro, mandão... Mas você também sabia como me provocar, Lúcia. E eu... eu não soube lidar com isso."

Meu estômago embrulhou.

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