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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 25

Nathaniel Donovan

Saí de casa antes mesmo do sol nascer.

O céu ainda estava pintado em tons indecisos entre o azul profundo e o laranja tímido, e a cidade parecia suspensa no tempo. Eu não tinha dormido. Nem um minuto.

O advogado havia enviado a proposta com todos os ajustes durante a madrugada. Eu li, reli, grifei os pontos críticos e revisei cada cláusula como se fosse uma sentença de guerra. Agora era hora de colocar Jones no jogo. Ele precisava estar tão alinhado quanto eu.

Dirigi pelas ruas quase vazias até a sede da DRTech. O estacionamento estava praticamente deserto, e os elevadores ainda em modo de espera. Subi direto para o andar executivo, onde nossa recepção seguia silenciosa como uma vitrine luxuosa sem clientes.

Bati duas vezes antes de entrar na sala do Jones.

Ele já estava lá, como sempre, impecável em sua rotina matinal.

Camisa bem passada, cabelo arrumado, xícara de café recém-feita na mão e aquele ar irritantemente calmo de quem dormiu oito horas seguidas e acordou antes do despertador.

"Bom dia," murmurei, entregando o contrato encadernado com marcações em amarelo.

"Você dormiu?" ele perguntou, franzindo a testa.

"Nem tentei." Cruzei os braços e fiquei de pé ao lado dele enquanto ele abria o material. "Precisamos resolver isso hoje."

Ele começou a folhear, os olhos passando pelas anotações, até parar em uma das cláusulas.

"Esse valor… você acha que as ações valem tudo isso?"

"Não. Mas é atrativo o suficiente pra chamar atenção. E, sinceramente, eu conto com a recusa."

Jones me olhou por cima da folha.

"Você quer que ele recuse?"

"Claro. Eduardo é ambicioso. Ele acha que tem mais poder do que realmente tem. E agora que as ações foram vendidas para um grupo maior, ele sabe que não vai conseguir comprá-las como queria no início. Essa proposta serve pra irritar, não pra agradar."

Ele se encostou na cadeira, refletindo.

"Isso é mais do que a parte dele realmente vale."

"Eu sei." Inclinei a cabeça com um meio sorriso. "Mas esse jogo não é sobre justiça. É sobre controle. Preciso instigá-lo. Fazê-lo entrar no nosso jogo. Quero que ele saiba que tem um grupo interessado na parte dele, por que quando a casa começar a cair, ele venderá pelo que eu oferecer."

"Isso é arriscado. Ele pode investigar e descobrir quem está por trás." neguei com a cabeça.

"Quero entrar com a empresa menor. Aquela que adquirimos em Boston. Ele vai achar que são novos investidores, terá a sensação de que está ganhando, quando, na verdade, nunca teve chance."

"Olha aqui..." Eu me preparava para mostrar mais uma anotação estratégica quando a porta da sala se escancarou.

Eduardo entrou como um furacão desgovernado. O nariz roxo. O olho direito inchado. Um papel enfiado na narina. A figura do fracasso em carne, sangue seco e ego ferido.

Tentei segurar o riso. Juro que tentei.

Falhei miseravelmente.

"O que esse merda ainda tá fazendo aqui?" ele explodiu, me apontando. "Depois de me agredir daquele jeito? Isso é um absurdo! David, você precisa se posicionar!"

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