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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 26

Lúcia Mendes

Entrei na empresa com o coração acelerado. Precisava manter a cabeça erguida. Era só mais um dia.

Mesmo depois do caos. Mesmo depois do soco. Mesmo depois... de tudo.

Nate. Eduardo. Eliza.

A lembrança do nome que escorregou da boca dele me corroía por dentro.

Ele tinha uma mulher. E... mesmo assim, cruzou a linha comigo.

E eu deixei.

Sacudi a cabeça, forçando o foco. Eu não estava ali por ele.

Eu estava ali pra resolver. Pra falar com Jones. Pra esclarecer as coisas, entender o que viria a seguir e, se necessário... sair de cabeça erguida.

Atravessava o hall com o crachá em mãos quando uma voz melada me cortou o passo.

"Olha só quem apareceu. A estrela do escândalo."

Parei. Respirei fundo. E me virei devagar.

Célia. Vestida para matar ou provocar uma audiência. Vestido justo, salto alto e um olhar de nojo bem ensaiado.

"Bom dia, Célia."

"Ah, vai se fazer de santa agora?" Ela riu com desprezo. "Você conseguiu, né? Sempre sonhou em ser o centro das atenções. Só não imaginava que seria por seduzir dois homens ao mesmo tempo."

"Eu não tenho tempo pra suas fantasias. Me dá licença."

Tentei passar, mas ela avançou, bloqueando minha passagem.

"Não tão rápido, querida. Você não vai subir. Não hoje. O Eduardo já está lá em cima, conversando com o CEO. E adivinha? Você e o seu namoradinho barato vão ser colocados pra fora daqui como dois vira-latas."

O sangue gelou nas minhas veias, mas mantive o rosto firme.

"Eu não preciso me justificar pra você. E se está tão certa do que vai acontecer, devia deixar Jones lidar com isso, não acha?"

"Você devia era ter vergonha na cara, Lúcia. Se meteu entre dois homens e agora quer bancar a vítima. Tudo porque não suporta que o Eduardo esteja tentando me fazer feliz."

"Feliz? Ele mal consegue fingir respeito por você, Célia."

Ela me olhou como se eu tivesse cuspido veneno. E, talvez, tivesse mesmo.

"Você sempre se achou melhor do que todas nós. Mas não passa de uma vadia oportunista."

"Acho que entendemos o oportunismo de forma diferente. Eu trabalho, Célia. E muito. Se você está tão preocupada com meu cargo, talvez devesse se preocupar com o próprio desempenho antes de tentar derrubar alguém."

"Você só está aqui porque se deitou com quem devia."

"Se isso fosse verdade, você não estaria tão desesperada pra me tirar daqui. Eu não sou da sua laia não. Meu histórico de trabalho não se define com quem passa na minha cama. Diferente de você, que só tem o Eduardo como referência."

A tensão entre nós ficou espessa. Mas então, um som metálico me fez virar o rosto: o elevador restrito se abrindo.

E de lá saiu Eduardo.

O sangue pareceu fugir do meu rosto, mas não tanto quanto o orgulho inflado de Célia, que imediatamente endireitou a postura, empinando o peito como se fosse ganhar um prêmio.

"Tá vendo?" Ela sorriu vitoriosa. "Pode dar meia-volta e sumir, Lúcia. Seu fim chegou. Você não trabalha mais aqui. Suma da DRTech."

Eduardo caminhou até nós com calma. Nariz inchado, um curativo ridículo ainda na lateral, e os olhos semicerrados em fúria contida.

Quando chegou, segurou Célia pelo braço.

"Vamos."

Ela olhou pra ele, confusa.

"O quê? O que você tá fazendo? A gente precisa colocar essa vadia pra fora!"

Ele se inclinou, sussurrou algo no ouvido dela e o efeito foi instantâneo.

Célia empalideceu, os olhos arregalados, a boca entreaberta.

Quando ele se afastou, ela mal conseguia respirar.

Ambos me fitaram com uma intensidade que quase me empurrou para trás.

E então Eduardo falou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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