Entrar Via

Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 28

Lúcia Mendes

"Quem é esse investidor, afinal?" perguntei, desconfiada, tentando manter o tom neutro enquanto encarava Nate.

Ele se encostou na cadeira como se não tivesse pressa nenhuma. "Ainda não temos o nome."

"Como assim ainda não temos?" cruzei os braços. "E como vamos abordar todas as possibilidades sem uma boa pesquisa prévia sobre ele? Você sabe que eu não trabalho no escuro."

Nate piscou com aquela confiança irritante de quem sabe exatamente o que está fazendo ou pelo menos finge muito bem.

"Vou ligar agora mesmo pro Jones. Ele deve ter o nome guardado a sete chaves. E aí a gente começa o relatório." Já se levantava, celular em mãos.

Confirmei com um leve aceno, o coração batendo mais forte do que deveria. Parte medo, parte… excitação profissional.

Revirei os olhos. "É um talvez."

Ele riu, satisfeito, e saiu.

Voltei para meu computador tentando me concentrar nas planilhas que ficaram pela metade na noite anterior. Documentos abertos, processos pendentes… ainda havia tanto a resolver. Mas a palavra "Milão" ainda ecoava na minha cabeça.

Milão.

Três dias longe.

Longe dela.

Meu peito apertou.

Soltei um suspiro e peguei o celular. Disquei rápido, antes que a culpa me fizesse desistir.

"Oi, mãe..."

"Oi, filha! Tá tudo bem?"

"Está sim… só preciso te falar uma coisa."

Respirei fundo. "Talvez eu tenha que fazer uma viagem a trabalho nos próximos dias. É algo importante, com um investidor."

Houve um breve silêncio do outro lado, então continuei:

"Se eu contratar alguém pra ficar com você, você acha que eu posso ir? Prometo que deixo tudo resolvido antes, compras feitas, remédios organizados, e ainda aviso a vizinha, qualquer coisa, é só chamar."

"Lúcia," ela me interrompeu com aquele tom suave, firme. "Eu estou bem. Você pode fazer seu trabalho tranquila. A vida não vai parar por minha causa."

Fechei os olhos, segurando a emoção que insistia em me trair.

"Eu não acredito em você. Você finge estar bem só pra não me preocupar."

"Eu não faço isso..." ela riu baixinho. "Mas é porque eu confio em você. Vai. Vai viver um pouco. Você merece."

Meus dedos apertaram o celular com mais força. "Tá... a gente se fala mais tarde. Te amo."

"Também te amo."

Desliguei. E respirei fundo.

Milão parecia cada vez mais atrativo. Mas o medo de deixá-la sozinha... sempre morava aqui, no fundo da minha cabeça.

Voltei ao trabalho, tentando usar a produtividade como armadura, como distração. Abri relatórios, fechei arquivos pendentes, organizei as planilhas.

Mas, em algum momento entre uma fórmula e outra, senti.

Aquela sensação incômoda, quente... como se tivesse um holofote nas minhas costas.

Eu estava sendo observada.

Levantei os olhos devagar.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratando um CEO como Acompanhante