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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 41

Lúcia Mendes

Caminhei direto para o banheiro, tentando fugir dele e do calor que ainda borbulhava sob minha pele. Assim que entrei, tentei fechar a porta… mas uma mão firme a impediu.

Revirei os olhos, já sabendo que ele não me daria paz, e encarei o espelho do banheiro luxuoso, só para vê-lo se aproximando por trás mais uma vez, como uma sombra teimosa.

"Você acha que só porque a gente transou no avião agora tem acesso liberado a este corpinho todas as noites?" perguntei, arqueando uma sobrancelha. "Pois tá muito enganado, senhor Meyer."

Ele se aproximou mais um passo, colando o peito nas minhas costas e me virando devagar para encará-lo. O sorriso no canto da boca denunciava que ele estava se divertindo com aquilo.

"Então me diz, Lúcia… o que eu preciso fazer pra conseguir acesso total e irrestrito?" A voz rouca e baixa fez meu estômago dar uma volta olímpica. Desgraçado.

Fingi pensar, tentando não demonstrar o quanto ele aquecia meu peito só com aquele olhar. Mas era difícil ignorar o medo ali também. O medo de me entregar de verdade pra alguém que não era meu. Que talvez nunca fosse.

"Vamos precisar de algumas regras," anunciei, erguendo o queixo com falsa segurança.

Ele bufou, apoiando as mãos na pia de mármore atrás de mim, nos prendendo naquele espaço com o corpo imenso. "Que regras?"

"A primeira e mais importante…" Suspirei. "Nada de se apaixonar."

Ele riu. Riu alto, como se eu tivesse contado a melhor piada do dia. Mas não disse nada, só me encarou, esperando mais.

"A segunda," continuei, mantendo a pose. "Não somos exclusivos. Então nada de ataques de ciúmes se eu sair com alguém."

Os olhos dele se estreitaram no mesmo instante. A tensão no maxilar foi quase audível. Ele se inclinou ainda mais, colando nossos rostos.

"Eu não gosto de compartilhar o que é meu com ninguém, senhorita Mendes."

Cruzei os braços de volta, firme. "Eu também não. Mas como acredito que você não vai abrir mão da Eliza… então…"

Ele abriu a boca, pronto para retrucar, mas eu levantei a mão e pressionei a ponta dos dedos nos lábios dele.

"Shh. Não quero ouvir que é diferente. Essa é a condição. Ou isso… ou passaremos por Milão em quartos separados enquanto eu procuro um italiano lindo, rico e solteiro pra me adotar."

Ele ergueu uma sobrancelha, claramente ofendido e excitado ao mesmo tempo, e se endireitou, cruzando os braços agora.

"Mais alguma regra?"

"Sim." Endireitei a postura. "Nada de sair com outras acompanhantes enquanto estiver… se encontrando comigo. Pode haver momentos em que eu precise da sua companhia e não quero correr o risco de trombar com você pendurado em outra mulher em alguma festa."

Ele assentiu uma vez, com calma. "Isso é fácil de resolver."

"É mesmo?"

"Uhum." Ele estalou a língua, com aquele maldito charme. "Larguei essa vida."

Meus olhos se arregalaram. "Como assim largou?"

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