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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 43

Lúcia Mendes

Tomei um banho longo. Longo o suficiente para tentar lavar qualquer resquício de Nate do meu corpo. Mas era inútil.

Ele estava em todos os cantos. No toque que parecia ter marcado minha pele, no cheiro que ainda impregnava minhas roupas, no calor que não saía mesmo com a água gelada escorrendo pelas costas. Ele era malditamente persistente. E insuportavelmente irresistível.

Saí enrolada no roupão branco felpudo do hotel e com a toalha no cabelo, preparada para aproveitar meus minutos de paz… até abrir a porta do banheiro.

E lá estava ele. Deitado na cama. Braço dobrado atrás da cabeça, pernas cruzadas, celular em uma mão e um sorriso torto que me tirava a sanidade.

"Você... não estava brincando sobre dividir o quarto, né?" perguntei, estreitando os olhos.

"Não." Ele desligou o celular e me encarou. "Eu não brinco quando realmente quero alguma coisa."

Arqueei uma sobrancelha, caminhando direto até a minha bolsa, ignorando o salto que meu coração deu com aquela resposta.

"Ótimo." Peguei um bloquinho de anotações e uma caneta. "Então vamos oficializar."

Me sentei na poltrona, cruzei as pernas com cuidado e comecei a escrever. Ele me observava com o cenho franzido, claramente intrigado.

Quando terminei, destaquei a folha adesiva, assinei com um floreio e caminhei até ele, estendendo o post-it.

"O que é isso?"

"Nossas regras. Se quiser continuar com isso..." Apontei teatralmente para meu corpo "Vai ter que se comprometer. Assine o contrato."

Ele riu. Riu mesmo, com aquele som grave que fazia minha pele arrepiar.

"Tipo Grey’s Anatomy?"

Meu queixo caiu. "Você assistiu Grey’s Anatomy?"

"Algumas temporadas." Ele deu de ombros, pegou a caneta e assinou o papel como se fosse o CEO de uma multinacional firmando um acordo de bilhões. "Dr. Shepherd me inspirou a aceitar isso aqui. Só não quero acabar como ele."

Revirei os olhos, mas sorri e guardei o papel de volta na bolsa como se fosse um documento sagrado. Antes que ele dissesse qualquer coisa, ele se levantou da cama, alto e confiante, vindo na minha direção com um brilho nos olhos.

"Agora nós vamos…?"

Seus dedos encontraram a ponta do laço do meu roupão, e eu dei um passo para trás, com um sorriso inocente.

"Agora nós vamos trabalhar, porque é pra isso que somos pagos. Lembra?"

Antes que ele argumentasse, dei meia-volta e fui até a pasta que havia deixado sobre a mesa de vidro na entrada do apartamento. Sentei, respirei fundo e abri as anotações que consegui sobre o tal Matthew Gordon.

Ou o pouco que consegui.

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