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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 47

Nathaniel Meyer Donovan

Ela se afastou mancando, determinada como sempre, e aquilo me irritou mais do que eu gostaria de admitir.

Teimosa.

Me endireitei, ainda descalço, observando a forma como ela tentava parecer firme, mesmo com o corpo denunciando a dor. Caminhei atrás dela em silêncio até o corredor, sem conseguir fingir indiferença.

"Você não precisa ir," falei, parando ao lado dela. "Fica, se cuida. Eu posso ir à reunião no seu lugar. Eu dou um jeito."

Ela parou e se virou com uma sobrancelha arqueada, a boca quase sorrindo. "Você? Vai lá representar a empresa? Por acaso escondeu no currículo que entende de negociação corporativa?"

Dei de ombros, o canto da boca curvando num meio sorriso. "Vai ver eu sou um assistente cheio de talentos ocultos."

Ela riu, balançando a cabeça. "Mesmo assim, eu não deixaria. Essa reunião é minha. É o motivo de estarmos aqui. Não tem a menor chance de eu deixar você ir no meu lugar."

Fiquei olhando pra ela por um instante, admirando a forma como falava com tanta convicção. O melhor de tudo era aquilo. O jeito como me enxergava. Só como Nate.

Não como Donovan.

E, sinceramente, isso tornava cada segundo com ela ainda mais viciante.

"Talvez você se surpreenda," comentei, um sorriso enviesado escapando antes que eu pudesse evitar.

Ela retribuiu com um olhar doce. "Eu sei que você tem potencial, Nate. Mas dessa vez, é por minha conta."

Assenti, mesmo com o desconforto nítido nos olhos dela. Eu sabia que ela estava sentindo dor e sabia também que não ia admitir.

Esperei até que ela desaparecesse de novo pelo quarto e puxei o celular.

Tirei uma foto dela.

Sentada na beira da cama, tentando ajeitar o salto, com aquela expressão entre teimosia e frustração. Nada encenado. Nada pensado pra impressionar. Só ela, do jeito mais cru e autêntico possível.

E foi isso que me prendeu.

Ela era real. Intensa. Forte e vulnerável ao mesmo tempo. Uma mulher que não recuava diante da dor, que preferia bancar a profissional comprometida mesmo com o corpo pedindo trégua.

Linda.

Mas não era uma beleza de catálogo. Era algo que fugia da lógica. Um tipo de beleza que se sente no peito, que vira nó na garganta, como se o universo inteiro parasse por um segundo só pra me fazer notar o quanto eu estava fodidamente envolvido.

Mandei para Tereza com uma mensagem curta:

"Ela tá com o pé machucado. Preciso que compre um sapato confortável, elegante e que combine com essa roupa. Tem que ser bonito o suficiente pra ela usar. Entregue no endereço da reunião com Gordon em 30 minutos. O mais rápido que puder."

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