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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 48

Lúcia Mendes

Fiquei paralisada quando ele se ajoelhou à minha frente, ali, na recepção da empresa de um dos maiores investidores da Europa.

"Não!" sussurrei, inclinando-me para frente, o rosto em chamas. "Nate, para com isso!"

Todos à nossa volta pararam. O burburinho começou quase que imediatamente, os sussurros se espalhando pelo ambiente como fogo em pólvora. Olhares curiosos, risadinhas abafadas, e o som dos celulares sendo desbloqueados provavelmente pra registrar a cena.

"Nate!" insisti entre dentes, sem saber se queria socá-lo ou me esconder atrás da cadeira.

Ele ergueu o rosto, confuso, com aquele maldito sorriso calmo no canto da boca. "Parar com o quê? Só quero que você fique mais confortável."

Olhei para a caixa entre suas mãos. Era uma loja de luxo. Claro que era. E os sapatos... pareciam custar mais do que todos os pares que eu tinha no armário juntos.

Respirei fundo, tentando recuperar o controle da situação. "Eu não preciso disso. Já disse."

Ele arqueou uma sobrancelha. "Vai querer entrar na reunião sendo carregada no colo, então?"

Meus olhos se estreitaram. "Você não ousaria."

O sorriso que ele me lançou foi... perigoso. E me deu a resposta sem dizer uma palavra.

Ele ousaria, sim. Com gosto.

Engoli seco. Meu coração já estava acelerado, mas agora parecia querer fugir pela garganta. Arranquei a caixa das mãos dele num movimento rápido.

"Se levanta," sussurrei com rispidez, sem tirar o olhar do dele. "Eu posso trocar sozinha."

"Não me custa ajudar," ele disse com aquela maldita voz baixa, divertida.

"Temos uma plateia, Nate. Para com isso." Olhei discretamente para os lados. Todo mundo ainda nos encarava como se estivéssemos no meio de uma novela mexicana. "O que o investidor vai pensar?"

Ele deu uma risadinha debochada. "Vai pensar que eu estou cuidando muito bem da minha diretora."

Aquela palavra.

Minha.

Ecoou dentro de mim como um trovão abafado, reverberando em lugares que eu tentava ignorar desde o café da manhã.

Me endireitei, respirei fundo e, com a dignidade que ainda me restava, tirei os saltos dos pés, tentando não gemer ao sentir o alívio imediato. O pé machucado pulsava, mas parecia até agradecer pela trégua. Calcei os novos sapatos... baixos, elegantes e absurdamente confortáveis, sentindo o alívio imediato percorrer meu corpo. Em seguida, guardei os saltos na caixa com a mesma rapidez com que quis esquecer a dor, encaixando tudo de volta na sacola."

"Viu? Nem foi tão ruim," ele comentou, sentando-se ao meu lado com o ar satisfeito de quem tinha acabado de vencer um jogo.

Bufei pra ele, cruzando os braços, mas a verdade é que o novo sapato fez um mundo de diferença. O mindinho ainda latejava, claro, mas agora não parecia mais que ia explodir a qualquer segundo.

E foi então, como se o universo tivesse marcado o momento com precisão cirúrgica, que ouvimos a recepcionista nos chamar:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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