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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 61

Lúcia Mendes

O carro deslizava pela estrada, mas minha cabeça não parava de girar.

As palavras do Nate, a voz da garotinha, o rosto inocente de Eliza. Tudo se misturava com as lembranças recentes, os beijos, os toques, os sorrisos. Mentira. Tudo mentira.

Mas algo ainda não encaixava.

Jones nunca teria feito aquilo. Nunca teria ficado do lado de um assistente qualquer. Não com aquele olhar, aquela autoridade.

"Faltava uma peça. Alguma coisa que eu não via... ou que me recusava a enxergar."

Peguei o celular, abri o navegador. Digitei Nate Meyer.

Nada. Nenhuma informação relevante. Nenhuma rede social. Nenhuma matéria. Um verdadeiro fantasma.

Respirei fundo, mordi o lábio.

Digitei David Jones CEO.

E aí sim: dezenas de links, imagens, reportagens.

Abri uma delas.

“CEO da DRTech, David Jones, é visto com parceiro estratégico em evento da Forbes.”

A foto carregou lentamente. E lá estava ele. Ao lado de Jones. O tal “assistente”.

Nathaniel.

Em outra foto, Nate apertava a mão de um executivo. Sorriso sóbrio. Postura de dono do mundo.

Meu estômago revirou.

Tem mais coisa aí. Tem muita coisa aí. Mas por que eu não consigo pensar?

Talvez porque minha cabeça estivesse cheia de raiva. E meu coração de mágoa.

Ele mentiu.

Mentiu sobre tudo.

Será que até sobre nós? Se é que existia um nós.

O carro parou na frente de casa e eu desci puxando a mala com mais força do que devia. Abri a porta e fui recebida pelo cheiro de café e pão torrado.

"Lúcia?!" A voz da minha mãe veio da cozinha, surpresa. "Você não ia voltar só daqui dois dias? Que surpresa boa!"

"Oi mamãe. Tivemos uma mudança de planos," respondi, tentando soar casual. "Aparentemente meu assistente teve um problema com a filha e precisamos voltar antes."

Ela veio até mim e me abraçou apertado.

Mas quando me soltou, me olhou de cima a baixo.

"E por que você parece tão... infeliz com isso?"

Dei de ombros, forçando um sorriso.

"Não é nada. Só o cansaço. Oito horas de voo parecem mais atrativas do que realmente são."

Ela riu, achando que era só isso, e me chamou para cumprimentar a cuidadora dela.

Fiz tudo no automático. O corpo estava ali, mas a mente… bem longe.

"Vou deitar um pouco, mãe. Só quero descansar."

"Tem certeza que é só isso, filha? Você parece abatida."

"Não se preocupe. Um banho e fico novinha em folha." ela sorriu concordando.

Subi. Entrei no quarto. E mal encostei na cama, o celular começou a vibrar.

“Nate ligando…”

Recusei.

“Nate ligando…”

De novo. De novo. De novo.

Depois vieram as mensagens.

"Por favor, fala comigo."

"Eu preciso te explicar."

"Não some assim."

"Lúcia, me responde."

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