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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 87

Lúcia Mendes

"Está bem… eu aceito. Vou ali comer alguma coisa e já volto", falei para Olívia, e ela assentiu com aquele sorriso doce que só me deixava ainda mais constrangida.

Saí da recepção e segui pelo corredor até a pequena lanchonete do hospital, mas não cheguei a dar três passos dentro do espaço. Um enjoo súbito me atingiu como um soco no estômago. Pressionei a mão contra a boca e corri até a lixeira mais próxima, mal conseguindo me apoiar antes de vomitar.

Uma enfermeira que passava parou imediatamente. "Senhorita, está tudo bem? Precisa que eu chame alguém?"

Balancei a cabeça, ainda tentando recuperar o fôlego. "Não… é só estresse. O Dr. Tunner já me avaliou."

Ela me observou com atenção, mas não insistiu. "Tudo bem, mas sente-se um pouco." Apontou para uma cadeira próxima. "Eu já volto."

Poucos minutos depois, retornou com um copinho de água e um comprimido. "Remédio para náusea. Vai ajudar." Ela se sentou ao meu lado. "Faz quanto tempo que não come nada? Você parece abatida."

Pensei… e percebi a verdade. "Quase vinte e quatro horas", murmurei.

Ela soltou um suspiro. "Isso explica o enjoo. Seu corpo entrou em choque. Ficar tanto tempo sem se alimentar, ainda mais com a tensão que deve estar sofrendo, não é nada bom. Espere aqui."

Quando voltou, trazia um prato com algo leve e uma garrafinha de água. "Tente comer devagar. Vai ajudar seu organismo a se reequilibrar."

"Obrigada", respondi, tentando obedecer. Mas cada garfada parecia pesar no estômago. Por fim, empurrei o prato de lado. A falta de apetite era mais forte.

Apoiei a cabeça nos braços, sobre a mesa. A mente rodava: como conseguir mais dinheiro, se fosse preciso? A lembrança da voz do Nate ecoou. “Qualquer coisa, pode me pedir.” Mas o medo me corroía. Não queria que ele pensasse que eu estava me aproveitando. Só queria manter minha mãe viva.

Não sei quanto tempo fiquei assim, mas acabei cochilando. Acordei com um sobressalto, empurrei o prato mal tocado e joguei o resto no lixo.

O corredor parecia mais silencioso quando voltei. E foi então que vi, Nate, parado na porta do quarto da minha mãe, conversando com Olívia.

Me aproximei devagar, ainda ajeitando a alça da bolsa no ombro. Nate ergueu o olhar e sorriu de leve, mas havia algo ali… um distanciamento sutil, quase imperceptível, que fez meu estômago revirar por um motivo diferente do enjoo.

Olívia olhou entre nós, deu um aceno e voltou para o quarto, deixando a porta encostada. O silêncio pareceu pesar.

"Você não precisava", falei, tentando manter a voz firme. "Eu posso cuidar de tudo sozinha."

Ele enfiou as mãos nos bolsos, os olhos me analisando com calma. "Não é o que parece. De verdade, acho que você pode entrar em choque a qualquer momento."

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