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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 88

Nate Donovan

Desliguei o celular no segundo exato em que Lúcia saiu do quarto. Enzo ainda estava na minha cabeça, a voz dele martelando: “A gente precisa de prova de que ela ainda está envolvida com o Eduardo. Não podemos encerrar isso sem certeza.”

Meu maxilar estava tão tenso que quase doía. Eu sei que ele só estava fazendo o trabalho pelo qual foi pago, mas, porra, por que parecia errado? Por que essa sensação de estar traindo alguém que talvez já esteja machucada demais?

Afastei-me da parede e me aproximei dela, que ajeitava a alça da bolsa no ombro.

"Pronta para descansar?" perguntei, tentando manter a voz neutra.

Ela apenas assentiu, sem sorrir. Seguimos pelo corredor, lado a lado, e percebi o quanto estava silenciosa. Não o silêncio confortável que, às vezes, tínhamos. Era um silêncio cheio de peso, como se cada passo fosse mais um tijolo no muro entre nós.

O Porsche estava estacionado perto da saída lateral. Abri a porta para ela, observando-a entrar. Por mais cansada que estivesse, ela ainda tinha aquele jeito que chamava minha atenção: o cabelo solto, um pouco desalinhado, e o olhar cansado, mas firme, como se estivesse se obrigando a não desmoronar.

Contornei o carro e entrei. Assim que liguei o motor, o ronco do carro foi a única coisa a preencher o ar. Saímos em direção à casa dela, o mundo passando rápido pelas janelas.

No meio do caminho, senti a mão dela roçar na minha, até se fechar sobre a minha palma. Olhei de relance. Os dedos delicados, frios, apertando de leve.

"Está tudo bem?" perguntou, a voz baixa, mas carregada de curiosidade e… preocupação.

"Está", respondi, mesmo sabendo que não estava. "Só os problemas da empresa que você já conhece. Enzo está tentando resolver, mas..."

"Conseguiram resolver sobre a conta que o Eduardo abriu no meu nome?"

Neguei, mantendo os olhos na estrada. "Ainda não. Tem alguma coisa impedindo o acesso. Nem com seus dados conseguimos abrir. Mas Eduardo também não consegue mexer. Entramos com uma ação e o juiz já deu a liminar bloqueando a conta até que tudo seja esclarecido."

Ela soltou um suspiro longo, se recostando no banco. "Será que algum dia eu vou ter paz?"

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