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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 89

Nate Donovan

Fechei os olhos, tentando seguir o próprio conselho que dei a ela: descansar. Mas minha mente não desligava. As palavras do Enzo vinham como um sussurro insistente, repetindo que precisávamos de provas, que não podíamos deixar brechas.

Virei a cabeça e a vi. Dormindo. Respirava calma, o corpo ainda levemente curvado na minha direção, como se o subconsciente buscasse a segurança que dizia não precisar. Aquilo me atingiu num ponto que eu não queria admitir e talvez por isso, levantei.

Puxei o edredom até cobrir os ombros dela. Era um gesto simples, mas necessário. Então, meus olhos caíram sobre a escrivaninha no canto do quarto. Papeis espalhados, alguns livros empilhados, uma caneca com canetas. Eu não queria… mas minhas mãos já estavam se movendo.

Passei os dedos por cima das folhas, olhando rapidamente títulos, datas, timbres. Nada demais. Ainda assim, a sensação de que estava quebrando algo dentro de mim crescia.

Saí do quarto em silêncio, os pés firmes no chão de madeira. O corredor estreito levava até a escada. A cada passo, o peso da minha consciência tentava me fazer voltar, mas a voz do Enzo falava mais alto. Preciso saber. Preciso proteger a empresa.

No andar de baixo, comecei pelas gavetas do móvel da sala. Uma trancada, nada demais. Outra, aberta. Contas de água, luz… um envelope mais grosso.

Quando puxei, vi o timbre do banco. Documento de hipoteca. Folhas anexas detalhavam dívidas. Mas não eram contas simples. Eram números grandes, preocupantes. O suficiente para derrubar qualquer um.

" O que está fazendo?"

A voz dela me fez gelar. Virei devagar, ainda com os papéis na mão. Lúcia estava parada na porta, os braços cruzados, expressão séria. O cabelo solto caía sobre o ombro, mas os olhos… frios como eu nunca tinha visto.

" O que é isso?" perguntei, erguendo ligeiramente os documentos.

Ela bufou, caminhando rápido até mim. Arrancou o papel das minhas mãos com um gesto seco.

"Não te interessa. Está bisbilhotando as minhas coisas, Nate?"

Senti a parede se fechar atrás de mim. Não tinha mais como recuar.

"Lúcia… me dá um bom motivo para não pensar errado de você."

"Errado?" Ela quase riu, mas era um riso sem humor.

"Enzo puxou o histórico de todos os diretores, inclusive o seu e..."

"E com isso vocês concluíram que eu tentei furtar a DRTech?" A voz dela subiu, firme, cortante. "Aquela conta não é minha!"

Dei um passo à frente. "Então me explica como você se afundou tanto desse jeito. Porque o que estou vendo é que você precisa, e muito, de dinheiro."

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