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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 99

Lúcia Mendes

Cada investida dele me despedaçava e me reconstruía em ondas de prazer que eu não sabia controlar. O corpo dele me dominava por completo, e eu já não tinha mais forças para resistir. Minhas unhas cravaram na madeira da mesa, meu corpo arqueando a cada estocada profunda, firme, certeira.

O calor crescia em mim, queimando por dentro, me levando a um limite perigoso. Eu sabia que estava prestes a cair, prestes a perder o controle e junto dele, qualquer chance de manter meu coração protegido.

"Me sente." A voz veio rouca, carregada de ordem. Ele colou a boca no meu ombro, arfando contra minha pele. "Cada vez que eu entro em você é pra te lembrar de quem você é pra mim."

Um gemido alto escapou, sem que eu pudesse me conter. O prazer me tomou inteira, cada fibra do meu corpo pulsando contra o dele. Eu gozei forte, intensa, como se ele tivesse arrancado de mim não apenas o ar, mas também as últimas defesas.

Ele me segurou firme, acompanhando meu ritmo, o corpo dele também chegando ao auge junto ao meu, um grunhido baixo escapando contra minha pele quando se perdeu dentro de mim.

Ofegante, eu tremia inteira, sentindo a verdade cruel se enraizar no meu peito: eu ia me arrepender. Ia me arrepender de dizer sim, de me deixar levar. Mas naquele instante, não conseguia, nem queria, resistir. Se fosse para cair, que fosse nos braços dele. Se fosse para perder, que fosse tentando fazer com que ele me desejasse não só com o corpo, mas com a alma.

Ele me virou com um movimento firme, me puxando contra o peito quente. Sua boca tomou a minha de novo, um beijo faminto, possessivo, que selava o que já era inevitável.

"Casa comigo, Lúcia." Ele repetiu, os lábios colados aos meus, o olhar queimando direto dentro de mim.

Meu corpo tremeu, a voz saiu falha, quase um sussurro entre gemidos e suspiros.

"Sim…"

Ele sorriu contra a minha boca, como se tivesse vencido uma guerra. Com calma, ainda me beijando entre pausas curtas, foi ajeitando minha roupa, fechando minha calça com aquele jeito seguro que só ele tinha. Seus dedos deslizaram devagar pelo cós, como se não quisessem sair dali.

"Você não vai se arrepender." Ele murmurou, ajeitando também a barra da minha blusa.

Eu soltei um riso nervoso, o coração ainda disparado. "Tarde demais. Já estou arrependida."

A gargalhada dele ecoou pelo espaço estreito, vibrando contra mim quando me puxou para um abraço apertado. "Então é isso? Uma foda te convenceu a aceitar o casamento?"

Fechei os olhos, escondendo o rosto no peito dele. "Isso. E o plano de saúde."

Ele gargalhou ainda mais alto, os braços me envolvendo por inteiro. "Por mim, tudo bem. Não tenho nenhuma objeção quanto a isso."

"Não sei qual de nós é mais fácil e sem vergonha."

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