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Contratando um CEO como Acompanhante romance Capítulo 98

Lúcia Mendes

"Eu vou falar com ele." A voz saiu fraca, quase um sussurro, mas foi o suficiente para minha mãe erguer os olhos em silêncio. Respirei fundo, tentando me recompor. "Vou explicar que não aceito, que não tem cabimento… e que tudo vai ficar bem."

Ela não respondeu. Apenas apertou minha mão, como se soubesse que eu mesma não acreditava nessas palavras.

Afastei-me devagar, puxando os lenços da mesinha de cabeceira. Limpei as lágrimas apressada, como se apagar os rastros fosse me dar alguma força que eu já não tinha. Olhei no espelho pequeno pendurado na parede: olhos vermelhos, rosto cansado, mas ainda assim precisava parecer firme. Ele não podia ver minhas rachaduras.

Endireitei os ombros, respirei mais uma vez e caminhei até a porta. Cada passo doía como se eu estivesse marchando contra mim mesma.

Quando abri, o corredor frio me recebeu. Eu sabia que ele estaria lá, esperando. E eu sabia também que nada do que eu dissesse seria suficiente para afastá-lo.

Mas ainda assim, eu precisava tentar.

Ele estava onde eu sabia que estaria: encostado na parede do corredor, braços cruzados, o olhar pesado como se pudesse me atravessar. O coração disparou, mas engoli seco, fingindo calma.

"Eu conversei com a minha mãe, e agora quero conversar com você." Minha voz saiu mais firme do que eu esperava.

Nate arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada. Apenas se endireitou e me seguiu quando virei para uma das salas vazias no fim do corredor. Fechei a porta atrás de nós, mantendo a mão na maçaneta por um segundo, como se isso me protegesse.

"Já decidi." Respirei fundo. "A resposta é não. Não vou me casar com você."

Os olhos dele estreitaram. "Não?"

"Não." Forcei a firmeza, mesmo sentindo a voz tremer. "Não faz sentido. Eu não vou confundir minha vida com… com a sua. Você me ajudou, eu agradeço. Mas isso não muda nada. Minha mãe e eu achamos melhor mantermos as coisas do jeito que estão. E ela agradeceu pela oferta."

Ele deu um passo na minha direção, devagar, como um predador que sabe que a presa não tem pra onde correr. "Não muda nada?" A voz baixa, rouca, arrepiou até a minha espinha. "Você mente tão mal, chaveirinho."

"Não é mentira."

Recuar seria admitir, mas meu corpo encostou na porta atrás de mim sem que eu percebesse. "Eu não vou aceitar. Eu sei que o que está fazendo é muito, mas custarias mais do que o necessário para mim e para você."

Um meio sorriso atravessou o rosto dele, perigoso. "Você acha que está me custando caro? Lúcia… nada do que eu fiz ate agora foi um sacrifício. Porque o que eu mais quero, o que eu preciso agora, é você."

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