Fantasma
Fiquei um tempo recluso, quieto e observando. É bom ver Alba feliz e aceitando a gestação, mas saber que serei pai de duas meninas acabou mexendo um pouco com meu psicológico que já não é dos melhores. Alba está feliz, eu sei e eu também, mas tenho medo do futuro, do que espera minhas filhas e fico imaginando mil formas de protegê-las desse mundo, mas em todos esses pensamentos e imaginações eu acabo falhando como pai. As coisas que aconteceram com Alba pareceram ter mais peso agora. Não que antes não tivesse, só que agora é diferente, agora dói mais e me arrependo de não ter matado cada um dos seus agressores com as minhas próprias mãos.
_ Que saudade..
Resmungou ela ao se aconchegar contra o meu corpo.
_ Pensei que nem fosse notar meu desaparecimento..
Eu sei que estou sendo dramático, mas quero ouvir mais dela falando que me quer por perto, parece besteira, mas é importante pra minha existência.
_ Senti tanto sua falta.. eu amo você seu chato, amo demais!
Ela me deu um beijo delicado. Eu a virei de costas pra mim e ergui sua perna. Alba estava sem calcinha, somente com uma camisola fina. Me encaixei com facilidade, ela mordeu o lábio e gemeu baixinho enquanto eu a *penetrava delicadamente.
_ Ah que saudade..
Disse ela novamente. Os nossos gemidos inundaram o quarto enquanto o calor tomava conta dos nossos corpos. Toquei levemente o *clitoris e ela gemeu implorando por mais contato.
(..)
_ Alba, amor..
Ela se mexeu na cama e voltou a agarrar o travesseiro. Nos amamos a noite inteira, naturalmente ela está cansada.
Recebi uma mensagem de Ivan, dizendo que alguns membros estavam bem irritados com a nossa exploração de novas áreas de comércio. Ultimamente estamos com poucas mercadorias e nossas vendas diminuíram. Descobri que temos uma fábrica de armas, mas que está desativada há anos e eram produzidos todos os tipos de munição da época.
*Droga, terei que lidar com isso logo, antes que as cobras tentem dar o bote.
_ hmmm
Ela resmungou novamente, mas dessa vez foi meio diferente. Ainda faltam dois meses para as nossas meninas nascerem, então sem chances dela ter um parto prematuro agora. Me sentei ao lado da minha esposa e fiz carinho em seus cabelos.
_ Fantasma?
_ Sim.. você está sentindo algo ?
_ Uma cólica..
Cólica? Acho que isso não é muito bom. Dei a ela um remédio para dor que foi recomendado pela doutora que faz o nosso pré-natal.
Alba sentou e ajudei ela a ir até o banheiro tomar um banho quente, alguns minutos depois ela me informou que a dor havia passado, mas nada tira da minha cabeça que tem algo estranho.
_ Sentiu elas mexerem hoje?
Perguntei assim que sentamos no jato. Nossa estadia foi rápida, Alba matou a saudade da família e eu fiquei feliz em ver como ela está feliz e exibindo a gravidez por aí.
_ Sim, mas não mexeram muito.
_ Hum, estranho..
Acabei pensando em voz alta,mas não foi na intenção de preocupar minha esposa, longe disso!
_ Você acha que tem algo de errado?
Perguntou ela assustada.
Peguei o enfermeiro pelo pescoço, o Lobo gritou na minha mente para quebrar o pescoço do rapaz, mas me contive.
_ Eu vou entrar e não há ninguém que vá me impedir, entendeu?
Ele estava vermelho. Outro enfermeiro se aproximou e eu soltei o rapaz. Fui guiado até uma sala para trocar de roupa e em seguida entrei no centro cirúrgico, a doutora já estava trabalhando no corpo da minha pequena.
_ Oi amor..
Alba sorriu ao me ver, mas chorou bastante também.
_ Vai ficar tudo bem com as nossas princesas, tenha fé
Falei com um sorriso calmo no rosto enquanto meu peito doía ao ver toda a situação.
_ Fantasma, se eu *morrer você promete cuidar das nossas meninas?
A pergunta dela quase me fez surtar.
_ Como assim? Você está bem amor, não fique pensando essas bobagens, apenas se concentre em ficar bem !
Acabei deixando escapar meu nervosismo e não consegui evitar levantar e olhar para a cara da obstetra. Ela sabe exatamente com quem está lidando. Se minha esposa ficar na mesa, ela não vai sair inteira dessa sala. Sentei novamente e beijei os lábios da Alba. Ela sorriu fraco mais uma vez.
A sala encheu-se de pessoas diferentes e logo alguns pediatras chegaram. O primeiro bebê foi levado direto, sem que Alba e nem eu pudéssemos vê-lo, a segunda foi a mesma coisa, porém um comentário não passou despercebido.
_ Olha, essa é diferente..
Disse a obstetra. Alba me olhou confusa mas não quis me levantar, continuei segurando a mão da minha mulher até que o procedimento acabou.

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