Alba
Perdi um pouco de sangue mas por sorte, depois da minha última visita ao hospital o doador deixou algumas bolsas extras. Não pude ver minhas princesas ainda pois estou me sentindo muito mal, mas de acordo com os médicos elas estão bem. Max está de vigia e ficou incumbido de nos avisar de qualquer coisa. Meu marido não saiu do meu lado e cismou que só vai ver as meninas quando eu for.
_ Fantasma, você pode ir se quiser, tô vendo que você tá quase explodindo nessa cadeira !
Ele não para com a perna um minuto e já estamos aqui a horas.
_ Só vou com você amor, só com você. Falta poucas horas para você conseguir andar novamente, então iremos de mãos dadas.
Disse ele com um sorriso nervoso no rosto. Notei uma movimentação diferente e a quantidade de homens com ternos preto passando pelo nosso quarto me deixou inquieta.
_ Está tudo bem ?
Perguntei.
_ Sim, por que ?
_ Porque o hospital está cheio de soldados..
_ E você achou que eu não encheria esse lugar com os meus homens ?
É, olhando por esse lado faz total sentido, ele sempre foi o mais desconfiado e cuidadoso.
_ Como os outros estão?
_ Agitados.
_ Imaginei.. você ligou pros meus pais ?
_ Sim, eles estão a caminho.
Respirei aliviada, pelo menos terei eles aqui comigo, já é uma forma de consolo. Fantasma levantou e acariciou meu rosto.
_ Você vai ficar magoada comigo se eu sair por algumas horas ?
_ Não, mas onde você vai ?
_ Há algo que deve ser resolvido com urgência, desculpa amor..
_ Tudo bem, vou dormir um pouco, fico bem mais tranquila sabendo que o Max está cuidando das nossas princesas.
Ele me deu um beijo leve nos lábios e saiu do quarto. Seja lá o que for, é algo bem grave. Fechei meus olhos e tentei cochilar, mas estava sendo praticamente impossível.
_ Alba?
A voz de Ekaterina ecoou pelo quarto. Abri meus olhos e sorri ao ver minha amiga.
_ Ekaterina, que surpresa!
Ela me abraçou cuidadosamente e sorriu gentil, como sempre.
Notei uma gota de sangue no pescoço dele e a roupa que ele está usando não é a mesma que estava antes, mas preferi ficar quieta.
_ Sim.
Disse ele sorrindo. Ivan e Ekaterina pareciam um casal apaixonado e estavam super fofos quando ele deu um beijo na mão dela.
Caminhamos todos juntos até o local onde minhas pequenas estavam e a porta estava cheia de homens do meu marido. Olhei pra ele meio irritada, mas fazer o que, ele é fissurado em segurança. Depois que as pessoas que me sequestraram foram mortas eu pude relaxar mais.
Uma enfermeira veio e nos guiou até a incubadora onde as meninas estavam. Fiquei impressionada ao ver a diferença entre elas e antes que eu abrisse minha boca a pediatra se aproximou.
_ Elas já tem nome ?
Perguntou a mulher alegremente.
_ Ahm.. Laena e Leana.
Respondi rápido. Ela apenas sorriu e começou a nos explicar que as meninas teriam que ficar em observação. Laena nasceu com 1k900 e Leana com 1k400. Além de ser a mais magrinha ela é albina, precisando ter os cuidados redobrados. Meu coração ficou apertado ao vê-las com aqueles aparelhos todos, mas sei que estão em boas mãos, sei que Deus é justo e vai cuidar dos meus dois anjinhos.
A parte mais difícil foi a de ter que ficar longe delas. Sei que Max é um homem maravilhoso e vai ficar de olho nas meninas, mas ainda sim nada supera o cuidado de mãe.
_ Não chore amor, elas vão ficar bem..
_ Eu sei, eu sei.
Eu tento me convencer disso, mas dói muito ficar longe delas, dói demais..

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