POV Dante
Horas atrás...
Aquele era para ser o dia perfeito.
Acordei naquela manhã de um jeito que não me sentia desde criança: animado, nervoso e entusiasmado.
Era o aniversário de Vivianne, minha namorada e futura esposa. A única mulher que conseguiu tocar meu coração.
Eu nunca me importei com namoros e mulheres. Desde jovem, fui criado de forma rígida para assumir os negócios da família. O conceito de diversão e passatempos não existia para mim; absolutamente tudo que eu fazia era pelos negócios.
Festas, eventos, jogos, tudo para acompanhar e agradar clientes e parceiros valiosos.
Mas então, num desses eventos, conheci ela, Vivianne Montclair. A mulher mais bela, brilhante e radiante que já passou pelos meus olhos.
No momento em que a vi, pareceu que tudo que eu fazia era inútil e sem sentido, e conquistar ela se tornou minha prioridade. Eu queria ela, precisava dela ao meu lado.
E não foi difícil, pois a atração entre nós foi imediata e recíproca. Trocamos alguns olhares, fomos formalmente apresentados e, em alguns dias, com um grande evento no topo do maior arranha-céu da cidade, envolvendo helicóptero e várias pétalas de rosas, pedi-a em namoro, e com um largo e feliz sorriso ela aceitou.
Nossa relação logo se tornou firme. Ela era doce, meiga, amável, gentil e simpática, totalmente o meu oposto. Talvez por isso ela me cativava tanto, por completar o que faltava em mim. Então, em um ano de namoro, tomei a decisão de pedi-la em casamento. Eu já havia comentado com ela o meu desejo de torná-la minha esposa, a senhora Franconi.
E escolhi o dia do aniversário dela para isso. Já tinha reservado o salão no melhor hotel da cidade e contratado a melhor equipe de organização de eventos, pois seria uma dupla celebração: o aniversário dela e o começo de uma nova fase da nossa vida.
Entrei no carro, já arrumado em um terno branco, e olhei meu reflexo no retrovisor.
—Como estou? — perguntei ao meu assistente, que estava ao volante. Ele me olhou de forma estranha, provavelmente porque eu nunca havia feito aquela pergunta antes.
—Está elegante como sempre, senhor. A senhorita Vivianne ficará encantada com a festa que o senhor preparou e com o pedido —
Esbocei um leve sorriso, algo que somente Vivianne conseguia tirar de mim.
Sim, ela com certeza adoraria aquela surpresa.
Em alguns minutos, chegamos ao hotel. Saí do carro e segui com passos largos e apressados para o salão.
Todos os convidados já estavam lá. Tive a ajuda de sua mãe e pai, que eram a favor da nossa união matrimonial, até porque, unir as duas famílias seria muito vantajoso para ambos, principalmente para a deles.
Mas o que realmente importava era que eu e Vivianne nos amávamos, e logo seríamos marido e mulher.
Alguns minutos se passaram, mas Viviane não aparecia. Então fui falar com a mãe dela.
—Onde ela está? — perguntei apreensivo.
—Ela... deve estar chegando — respondeu, nervosa.
Peguei o celular e novamente tentei ligar para ela, mas o número não chamava. Fiz a mãe ligar, mas a informação foi a mesma, e ela começou a suar, parecendo ainda mais nervosa, o que apenas me deixou mais inquieto.
—O que está acontecendo? Onde ela está? Fale! — exigi em tom autoritário.
Alguns convidados já começavam a cochichar, reclamando da demora e sentindo a tensão entre nós.
—B-bom, ela... —
Antes que a mulher pudesse falar, uma moça se aproximou, e a identifiquei como a melhor amiga de Vivianne. Mas por que Viviane não estava com ela?



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